Vida Saudável

7 regras fundamentais para vivermos “mais devagar”

Brooke Mcalary

Eu volto de férias ainda mais calma que o normal. Capaz de viver com ainda menos. A australiana Brooke Mcalary é um exemplo a seguir. É autora da página do “Slow Your Home“, do podcast mais popular do iTunes — o The Slow Home — e do livro “Simplificar“, onde partilha a sua história e muitas dicas e conselhos para um estilo de vida mais simples, mas muito mais cheio. Uma vida oposta à que tinha. É verdadeiramente inspirador.

O tema não é novo no blogue. Já aqui tinha falado sobre esta necessidade. Como tantos de nós, Brooke vivia acelerada, sem consciência disso. Sentia-se sobrecarregada, constantemente stressada. Sentia que não aproveitava a família, ou sequer os momentos em que estava. Foi depois de, com o nascimento do segundo filho, ter tido uma depressão pós-parao grave, que decidiu abrandar. Percebeu que o tempo é precioso, porque passa. Esgota-se.. Reaprendeu a estar, aprendeu a desligar, ouviu o corpo, respeitou os ritmos. Ajustou-se.

Numa entrevista à “Visão“, Brooke Mcalary partilhou vários conselhos e princípios da sua filosofia. Algumas das máximas são estas.

 

Ter menos. Muito menos

Não é só despachar roupa ou brinquedos. É retirar peças, móveis, tudo o que não faz falta e é essencial. Brooke Mcalary, em dois anos, retirou 25 mil peças da casa onde vivia. E o mundo tornou-se bem mais simples.

 

Fazer uma coisa de cada vez

O multitasking pode parecer ótimo para despachar várias coisas ao mesmo tempo. Mas assim não sobra espaço para retirarmos prazer de cada uma das nossas acções. Prazer. É uma palavra importante, porque quando existe sobrepõe-se ao stresse. É desta inversão de cenários de que grande parte de nós precisa.

Não viver para as expectativas

Concordo tanto que é um dos temas do livro Ser Feliz Todos os Dias. Viver para as expectativas significa nunca viver no presente. E se não damos valor ao presente, vamos usá-lo da pior forma. Vamos trabalhar até à exaustão, na esperança de que isso nos traga felicidade. Mas e se não traz? Queremos mesmo correr o risco de desperdiçar o tempo que temos, que parece tanto, mas que passa tão rápido?

O problema da vida moderna é que o ritmo acelerado raramente nos permite parar e pensar. Ao nos sermos intencionais com o nosso tempo, espaço, energia, trabalho e esforço, lentamente criamos tempo. Criamos oportunidades para desacelerar e simplesmente pensar. Só quando nos permitimos esse tempo para reflectir e ficar curiosos é que podemos fazer perguntas maiores acerca da vida. Que significado tem isto ou aquilo para mim? O que quero deixar para trás? E o que pretendo manter? A partir daí começamos realmente a fazer a diferença, com impacto em nós e nos nossos relacionamentos, na comunidade e no modo como tratamos o planeta”, disse Brooke à Mcalary “Visão”.

Parar de comprar

Não destralhamos para comprar novo. Destralhamos para sermos livres e para tentarmos sair do “frenesim de comprar e possuir constantemente”, disse Brooke Mcalary à “Visão.”

O minimalismo não é só para os objetos

Não são só os bens materiais que nos enchem, complicam e aceleram a vida. O minimalista é mais do que o desapego a objetos e roupas desnecessários. É fazer desaparecer todo o tipo de excessos, como compromissos. É acabar com sentimentos tóxicos, como culpa. É acabar com hábitos negativos. Está tudo ligado.

Muito menos tecnologia

Este é um hábito negativo com que também temos de acabar e de que falei ainda ontem. Menos tecnologias significa mais tempo para coisas importantes. Significa mais atenção para os nossos filhos, família e amigos. Significa repararmos nas coisas da vida real. Significa darmos o exemplo.

Ter curiosidade e investir

Nada disto é possível se não pensarmos no desafio e nos atirarmos a ele. A verdade é que é possível viver assim. É possível viver melhor. É possível pensar mais, aproveitar mais. É possível valorizar o tempo. É possível ser mais feliz. Com menos. Bastante menos.

Vamos seguir o exemplo da Brooke Mcalary?

Comentários (3)

  • Olá Catarina. Gosto muito de ler o que escreves, identifico me. Cada vez mais temho me tornado minimalista, tenho feito este processo contigo e com a Anita, por ler e ir seguindo o que as dias escrevem. Tenho feito em casa e nas roupas mas também tento aplicar na minha vida a simplificar. Mas por vezes a parte pessoal desiquilibra e o meu corpo pede para parar. Adorei estas regras … fazem todo o sentido! Beijinho

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  • […] problema. Aproveitemos as férias para pensar um pouco mais nisto. E mesmo em tempo de trabalho, tentemos viver mais devagar. Na imagem fica uma filha calma só para inspirar no […]

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  • […] problema. Aproveitemos as férias para pensar um pouco mais nisto. E mesmo em tempo de trabalho, tentemos viver mais devagar. Na imagem fica uma filha calma só para inspirar no […]

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