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Levar o minimalismo muito a sério

minimalismo muito a sério

Tenho falado muitas vezes na minha opção por viver com menos e mais devagar. Mas isto entre o falar e o por em prática vai uma longa viagem. Acho até que já usei a expressão “levar o minimalismo muito a sério” há uns anos depois da mudança para a casa onde vivemos agora. Só me questionava como tinha tanta coisa enfiada num T2 minúsculo.

Nestas férias, como em todos os momentos em que é necessário fazer a mala, vivemos com muito pouco. Pouca roupa, uma caixinha de brinquedos, uns quantos livros, uma bolsa pequena com as coisas de higiene e os medicamentos. Obviamente que este viver com pouco inclui a máquina fotográfica, o computador e os telemóveis. A verdade é que este “minimalismo muito a sério” cabe na mala do carro. E a outra verdade absoluta é que nada nos faltou.

No instante que entrei em casa senti aquele sufoco. E neste regresso de férias houve duas evidências muito claras: estou cansada da cidade e preciso de viver com menos objectos.

Destralhar é difícil (apesar de me tranquilizar muito saber que entrego a quem precisa). Ainda mais complicado é ter a certeza que não voltamos a acumular tralha em casa.

Sobre o local onde deixo aquilo que não preciso mas ainda está em excelente condições: procurem aqui no blog pela Associação Humanidades.

Sobre “não voltar a tralhar” (bela expressão) ou levar o minimalismo muito a sério ficam as minhas dicas:

 

No deixei de ter vontade de comprar roupa mas quando entra uma peça tenho que tirar duas.

 

Nunca compro nada no primeiro impulso (tenho que deixar passar um ou dois dias e analiso).

 

Como garanto que cumpro o ponto anterior? Não ando com o cartão multibanco. Assim é dois em um e não o perco.

 

Faço uma arrumação aos brinquedos todos os meses. E com a ajuda do Afonso.

 

Todos os dias tiro algo de casa que não preciso.

 

Mais sugestões? Estão comigo?

 

 

Saibam mais sobre como levar o minimalismo muito a sério com o conceito do Armário Cápsula (vejam o vídeo todo porque é mesmo útil e o final é amoroso!).

Comentários (7)

  • Cara senhora Catarina. Excelentes dicas!
    “No deixei de ter vontade de comprar roupa mas quando entra uma peça tenho que tirar duas.”
    Isso é o Céu abrindo-se para o maridão. Deleitoso momento em que à falta de peças para tirar nenhuma mais lhe seja adicionada. 🙂
    “Nunca compro nada no primeiro impulso (tenho que deixar passar um ou dois dias e analiso).”
    Portas do Céu franqueadas. Expectativas altamente congratuladoras para o maridão esta excelente decisão, sobretudo se estiver associada à primeira dica. :))
    “Como garanto que cumpro o ponto anterior? Não ando com o cartão multibanco. Assim é dois em um e não o perco.”
    Paraíso desfrutado. Expoente máximo da felicidade. Rio caudaloso derramando mel para as melhores expectativas do maridão, sobremaneira exponenciais se, como certamente será, a esta dica estiverem associadas as duas primeiras. :)))
    “Faço uma arrumação aos brinquedos todos os meses. E com a ajuda do Afonso.”
    Irrelevante, maridão nem nota. Estado de imensurável felicidade mantém-se para ele.
    “Todos os dias tiro algo de casa que não preciso.”
    Bem, se o maridão estiver atento, não descurar nenhuma probabilidade e se se fechar sozinho no quarto, é capaz de não correr grandes riscos.

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    • O marido faz o mesmo mas com as coisas dele 🙂

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      • Mais que excelente! Plenitude de felicidade compartilhada. 🙂
        Podo de lado a tentativa de humor e quem quiser debruçar-se a preceito sobre a profundidade que o tema merece, coisa que faço; há, sobretudo, uma alínea que merece, ou deveria merecer uma profunda reflexão de todos. Mulheres e homens. Os cartões de crédito.
        Por aquilo que a vida me ensinou, quem traz um cartão de crédito consigo transporta com ele toda a conta bancária.
        Ah e tal mas as pessoas não são burras e sabem fazer contas.
        De acordo, não são burras, mas é diferente. O cartão, inconscientemente, leva a que o controlo sobre os gastos, – às vezes desnecessários, – seja descurado e que essas contas que todos e todas sabem fazer só sejam observadas quando o saldo diminuiu drasticamente.
        Mas com dinheiro vivo no bolso, a compulsão consumista inerente aos tempos contemporâneos, torna-se mais ponderada e, sobretudo, cautelosamente moderada.
        Primeiro porque quem sai com um cartão sai com o banco e por muito boa vontade com que saiu de casa, quando regressa leva as mãos à cabeça.
        Sair com dinheiro. Logo à partida olha-se para ele e o que nos ocorre imediatamente é que é de mais.
        “Era só mesmo o que faltava se eu fosse gastar este balúrdio. Cinquenta euritos chegam e e…”
        Em meu entendimento, cartão e dinheiro ambos comprando o mesmo, são outras contas e têm diferente significado.
        Cartão sim para viagens e pagar contas, de resto qualquer outra utilização é dispendiosa.
        Isto foi-me ensinado por uma belíssima e inteligente senhora com que o Destino na sua generosa graça me privilegiou como minha mulher, antes de Deus ser mau e dizer-me que ela já não era minha.
        E quando eu argumentava que a economia não era bem assim, que economia era comprar aqui para ser fabricado ali, ou ser fabricado dava emprego a pessoas que por sua vez também iam comprar, e por aí adiante. Ela sem pensar nada arrasou com toda a minha argumentação.
        – Quero lá saber da economia. Eu quero saber é da MINHA ECONOMIA!
        E seguramente tinha toda a razão porque eu, que se na verdade nunca tive grande dificuldade para ganhar dinheiro verdade maior era que nunca tinha nenhum, passei a ser muito mais feliz e de bem com o mundo

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  • Já leste o “arrume a sua casa, arrume a sua vida” da Marie Kondo? Acho que é um óptimo ponto de partida. Mas é para fazer de uma só vez e explica porquê que arrumações e destralhanços aos poucos não são duradouros.
    Tb estou com esse objectivo e tb me senti overwhelmed pela vida de cidade no regresso das férias. Parece que nos engole e despeja informação, possibilidades, eventos e encontros (que é excelente, mas é de mais). Aos poucos lá chegarei ao equilíbrio desejado. Boa sorte tb!
    Beijinhos,
    Joana

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  • Olá, acho que é a primeira vez que comento apesar de ser seguidora há algum tempo… mais umas dicas.

    Tenho uns amigos com um filho de cerca de 2 anos que na altura do Natal doam pelo menos um dos brinquedos dele. Mas explicam-lhe que vai para outros meninos que precisam para ele próprio aprender que viver com menos, doar etc faz parte 🙂 acho uma ideia muito gira!

    Eu vivo no estrangeiro não sei bem como é em Portugal mas muitos dos meus amigos ca compram roupa, mobiliário, etc em 2a mão para os filhos pois ha coisas que são só para usar um par de meses.

    Em casa deixamos de comprar sacos de congelação e usamos só frascos e tupperwares.

    A película, papel de alumínio, papel vegetal e papel de cozinha foram substituídos por outras alternativas mais duráveis e amigas do ambiente.

    Quando a roupa já não está em condições para dar se for de algodão usamos como panos.

    Os eletrodomésticos passamos a ter o mínimo.

    O comprar menos roupa (costumava comprar quando ia de ferias) faz-me aproveitar mais a experiência as férias por si só…. vou jantar mais vezes fora, consumo mais experiências e menos objetos.

    Em Maio fomos de férias e furtaram a mala ao meu marido felizmente só tinha roupa… estavamos em San Francisco onde tudo é carissimo. Ele comprou o mínimo para as 2 semanas de férias que tinhamos pela frente e ele foi lavando a roupa. Com uma situação menos boa aprendemos a lição. Estamos agora a chegar de uma viagem e desta vez foram 2 semanas só com mala de mão e funcionou lindamente! Não é pelo tamanho a mala mas como a Catarina disse é nas férias que percebemos que talvez não precisemos de muito para sermos felizes.

    Viver com menos é libertador:) nós destralhamos imenso este ano… e agora antes de comprarmos coisas para nós ou casa pensamos sempre… precisamos disto? Vamos usar?

    Obrigaa pelo lindo Blog:)

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  • Acho que sou uma minimalista compulsiva, às vezes tenho mesmo que me controlar para não me livrar de demasiadas coisas.
    Ser mãe de 3 miúdos pequenos e viver num T2 pequeno ajuda muito a não acumular.
    Deixo aqui um post que fiz com muitas dicas para destralhar (são as que usei no maior “destralhanço que fiz”, espero que seja útil.

    https://www.vinilepurpurina.com/dicas-para-destralhar-a-casa-de-uma-vez-348958

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