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Sem medo deste Halloween (à moda carnavalesca) que também é nosso

Halloween (à moda carnavalesca)

Celebramos o Halloween (à moda carnavalesca) por influência. Diz-se ser uma história norte-americana que nasceu irlandesa. Mas… será?

Na verdade, e vem aí uma aula de história, o Halloween só se tornou uma festividade norte-americana em meados do século XIX, com a chegada dos irlandeses aos Estados Unidos. Na Europa a festa já existia há algum tempo, de uma maneira um pouco diferente. Tudo começou nos antigos povos da Grã-Bretanha e Irlanda, que acreditavam que na véspera do Dia de Todos os Santos (1 de Novembro), os espíritos dos entes falecidos regressavam às suas casas. A vigília era denominada “All Hallow’s Eve” (Vigília de Todos os Santos), passando depois para “All Hallowed Eve” e “All Hallow Een” e, finalmente, a palavra atual: Halloween.

O culto aos mortos (expressão horrível, mas é assim mesmo) foi estabelecido pela Igreja como o Dia de Finados. Acontece no dia 2 de novembro e em Portugal o dia é/era celebrado com alguma tristeza. É comum ir-se ao cemitério lavar as campas e decora-las de flores (desculpem-me o pormenor gráfico). No México, por contrário, faz-se uma festa à grande. Os Estados Unidos foram atrás: começaram a usar mascaras e a pedir dinheiro ou comida (doce ou travessura) de porta em porta – mais uma prática que teve origem nas primeiras comemorações em Inglaterra: eram os pobres que costumavam ir pedir comida.

E chegamos ao dia de hoje assim, em modo festa carnavalesca, em que se vestem coisas ligeiramente assustadoras. Será que o Halloween se baseou nos nossos supostos medos (aranhas, bruxas, sangue, ossos, fantasmas e por aí fora) ou fomos nós que ganhámos medo ao que o Halloween nos “impôs” como “coisas que causam medo”?

Teorias à parte, há uma certa ideia de superação neste Halloween (à moda carnavalesca) que me agrada. Superar medos, tornar o que é feio inofensivo. Bom para os miúdos, que à partida não nascem com pavor a coisas. Desmitificar e evitar pesadelos, brincar em tom de preto, imitar uns vampiros e comer uns doces… eu gosto!

Cá em casa, como sabem, evitamos sempre que possível o reboliço das ocasiões. Por isso, a escolha de fatos e adereços foi bastante fácil: fomos ao LIDL e ficámos com a festa feita. Varremos peruca (3,99€), fatos completos para os rapazes (6,99€ cada), fato completo da miúda (6,99€), fatos completos para os adultos (7,98€ cada), bandolete para a princesa (2,38€) e uns acessórios para complementar (3,99€). Ser-se assustador fica muito em conta se formos ao LIDL. Chama-se assustar sem ficar assustado!

A parte mais difícil do processo? Tirar o fato à miúda e explicar-lhe que dormir com ele é pouco confortável! (Pensavam que eu ia dizer tirar a peruca ao Góis?)

E viva o Halloween (à moda carnavalesca)!

 

Comentários (1)

  • […] Na verdade, e vem aí uma aula de história, o Halloween só se tornou uma festividade norte-americana em meados do século XIX, com a chegada dos irlandeses aos Estados Unidos. Na Europa a festa já existia há algum tempo, de uma maneira um pouco diferente. Tudo começou nos antigos povos da Grã-Bretanha e Irlanda, que acreditavam que na véspera do Dia de Todos os Santos (1 de Novembro), os espíritos dos entes falecidos regressavam às suas casas. A vigília era denominada … Ver artigo completo no Blog […]

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