Maternidade

8 coisas que temos de parar de fazer pelos adolescentes (para se tornarem em adultos competentes)

parar de fazer pelos adolescentes

Achamos que os nossos adolescentes continuam a ser os nossos bebés (sempre). Continuam a cheirar-nos a bolachas e  algodão doce, mesmo mais altos, com a voz mais grossa e revirares de olhos. Mas a verdade é que se estão a tornar em homens e mulheres. E, nestas idades, fazer tudo por eles, não é educá-los. Bem pelo contrário. Vamos falar sobre o que parar de fazer pelos adolescentes!

Para se tornarem bons adultos — competentes, completos e capazes — os adolescentes precisam de ser conscientes dos princípios da responsabilidade e da autonomia. Não têm o pequeno-almoço feito? Já sabem do que gostam e conhecem o sítio dos iogurtes, do pão, do leite ou do queijo. Não estudaram para o teste e tiveram má nota? Existem consequências es\ap

Isto é “educação proposital”, como diz Amy Carney num artigo do Faith It. Aqui ficam oito exemplos que temos de deixar de fazer por eles para que se tornem “adultos funcionais”.

 

1. Parar de acordá-los

Esta é dolorosa, porque em mais nenhuma fase da vida se dorme tanto como na adolescência. Mas eles têm telemóveis, sabem usá-los e vão conseguir por o despertador, sem problema nenhum. Se começarem a sair de casa à pressa e sem o pequeno-almoço tomado, talvez percebam que têm de se levantar com tempo e à hora certa.

2. Parar de preparar o pequeno-almoço

Já falámos disto, Os pais têm de se assegurar que têm a comida em casa. O pequeno-almoço está lá e é fácil de fazer. Não custa nada e quando estiverem sozinhos ninguém o vai preparar por eles. O lanche é igual: ter tudo disponível para prepararem e levarem.

3. Parar de preencher as folhas da escola

Já sabem ler, já sabem escrever. O que não souberem preencher perguntam e nós ajudamos. Não falta muito para terem de lidar com estas questões sozinhos. Quanto mais cedo, melhor.

4. Não nos podemos responsabilizar por todos os esquecimentos

Estamos dispostos a resolver tudo o que podemos por eles. É normal. Mas para aprenderem e serem autónomos, têm de se responsabilizar pelo que é deles. Se os pais estão sempre a amparar estas pequeninas falhas, dificilmente vão passar a preocupar-se. E um adulto assim não é bom.

5. Não nos podemos responsabilizar pelas falhas deles

Estamos na véspera de entrega de um trabalho e só ao final do dia é que se lembram que falta material. Mais: há teste no dia seguinte — esqueceram-se e precisam de ajuda para estudar. Não pode ser. Os pais não podem socorrer os adolescentes sempre que eles se esquecem porque quando forem adultos ninguém fará tanto por eles. O melhor é perguntar, por exemplo, no inicio da semana como é que vão ser os dias seguintes para planear com tempo.

6. Lavar toda a roupa 

É lógico que não vão ser eles a lavar a roupa toda, mas não é má ideia ensinar-lhes como é que se faz. E quando quiserem muito uma peça que ainda não veio de lavar, podem lavá-la à mão ou fazer uma máquina,

7. Enviar mails aos professores e treinadores

Não nos devemos envolver demasiado na vida escolar dos miúdos. Já têm idade para enviarem um email a um professor para, por exemplo, esclarecer alguma situação. É daquelas coisas que temos de parar de fazer pelos adolescentes.

8. Não estudar ou fazer trabalhos pelos filhos

Isto vem no seguimento do ponto anterior: não devemos intrometer-nos demasiado na vida escolar dos miúdos. Claro que devemos conversar com eles se houver problemas ou maus resultados, mas não devemos ser agendas ou assistentes, que estão sempre a relembrar ou a fazer o trabalho que é deles.

 

O que parar de fazer pelos adolescentes? Vou tomar nota e ter a certeza que não faço nenhuma destas coisas.

Comentários (6)

  • Tenho uma adolescente de 15 anos.
    Dá.me conta do canastro, resposta afiada na ponta da lingua!!!1
    Mas já não a acordo há muito tempo, se tem idade para andar na rua e ter telemovel para ver tudo tb serve para despertar.
    O pequeno almoço só lhe faço se estiver doente, os cereais e o leite há anos que o sitio é o mesmo!
    As restantes tb tirando um ou outro “socorrer” que as x faço não me parece que esteja no mau caminho!!!

    Valha-nos a santa paciencia que sabe deus onde a iremos arranjar
    Biejinhos

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  • Concordo plenamente! Mas ppr vezes custa…
    E sim, melhora com o número de filhos!
    Mãe de 4 (dos 20 aos 7)
    Respirar fundo….
    Beijinhos

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  • ….. As minhas princesas gêmeas são fantásticas, pois a Mamy n lhes faz nada disto 😘.

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  • Não sei se melhora. eu tenho 2 ( 27 e 22 anos) e como devem calcular não lhes faço nada disto. Mas o ” Oh mãe, fiz uma máquina de roupa onde estão umas calças que preciso MESMO amanhã, não te importas de estender?” Não me livro. e do ” Oh mãe, empresta-me o carro que EU JURO que ponho gasolina!” e no dia seguinte o carro ter o depósito no mínimo da reserva? Sim, eles crescem, e serão sempre os “nossos meninos”. Mas ás vezes só à paulada… Não é a questão da gasolina pq têm a lata de deixar o dinheiro da mesma na mesinha do hall da entrada, é a chatice de ter que ser eu a ir à bomba…

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  • […] Já que falamos de miúdos a arrumar, já viram o post sobre as coisas que devemos parar de fazer pelos adolescentes? […]

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  • Confeso que não a sigo, mas numa pesquisa dei com este artigo. Pesquiso porque confesso que sendo exactamente os pontos que referiu o que decidi fazer com o meu adolescente dei com amigas a criticar, e procurava perceber se sou eu que sou desleixada e negligente. Penso que não, que sou realmente uma mãe consciente que um adolescente já está no meio caminho de ser um adulto responsável e pelo que tem de se por ao caminho. De perceber que existem responsabilidades, obrigações e que tem de se esforçar e trabalhar para atingir objectivos, dele ou impostos para já pela escola e um pouco pelos pais, nomeadamente passar o ano, não lhe exigo 5′ mas também sou criticada por isso, enfim. Os meus filhos não teem PC, ou tablet, TV só existe uma na sala, e dizem que sou de NAMEC! Vou continuar a fazer conforme considero melhor e obrigada a alguém por (e alguns comentadores também ) pelo que escreve, …já não estou só. (se bem que mesmo que estivesse ia continuar a remar o barco, mesmo que sozinha !

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