Vida Saudável

O que estou a fazer para que o corpo sinta a leveza que alcancei na cabeça

Corpo. O que estou a fazer para que ele sinta a leveza da cabeça

E aqui vem um tema repetitivo, mas necessário: é sobre o peso, sobre métodos contraceptivos sobre hormonas, sobre cada corpo ser um corpo. Acredito que a partilha de alguma intimidade é positiva para que nos possamos identificar, resolver ou apenas sentir que não estamos sozinhos. Portanto, aqui vai o meu testemunho.

As questões do peso são transversais a muitas mulheres e homens e trouxeram muitas pessoas ao meu blogue, Facebook ou perfil de Instagram — para além das outras tantas que fizeram workshops comigo sobre alimentação.

Nenhum processo é tão simples quando aparenta. Nem o emagrecer, nem o engordar. Para algumas pessoas são altos e baixos assim como as circunstâncias de vida.

É visível que ganhei peso (já falei sobre isto neste post). Já falei nisso. Porque comi mal mas também porque tomei uma medicação que não ajudou. Entretanto pus o Diu. Combinação explosiva para as mãos em que a aliança agora aperta. Já não me interessa o número que está na balança. Dispenso os tornozelos inchados e as dores nas mãos.

Há cinco dias larguei a medicação (um familiar do antidepressivo para o transtorno obsessivo compulsivo). Falei ontem com a minha ginecologista para tirar o Diu (calma, mãe). Quero acordar sem as mãos a latejar e não parecer que a aliança é o nó de um balão.

Quero que o corpo sinta a leveza que alcancei na cabeça. Merece.

Cada corpo é um corpo. Eu quero tirar químicos e hormonas para um reencontro necessário com o meu corpo nesta fase. Isso é tão importante como tomar um medicamento — quando necessário — sem preconceitos.

Importante é que cada mulher seja acompanhada de forma informada. Saúde é o mais importante. A pílula é uma enorme conquista, mas o preservativo é insubstituível em relações não estáveis. 

Conclusão: não há verdades absolutas, nem soluções milagrosas. Há saúde. 

Comentários (3)

  • Para mim, o preservativo não é um método para relações não estáveis. Namoro há 9 anos, nunca tomei a pílula porque não quero químicos no meu organismo e sempre usámos preservativo. Estamos à espera do nosso primeiro filho depois de assim o decidirmos e sei que depois de o bebé nascer voltarei a usar este método. Acho-o o mais natural de todos os que existem pois não interfere com a natureza do nosso corpo. Estranho? Talvez, mas para nós funciona muito bem e sei que há mulheres a trocarem a pílula pelo uso do preservativo por estes mesmos motivos.

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  • Este tema diz-me muito. Também adoro comer e sempre tive a sorte de não ter tendência para engordar, algo que nem a pilula que tomei muitos anos mudou. Depois da gravidez voltei em 15 dias ao meu peso normal mas depois foi-me aconselhada a pilula de amamentação. O peso começou lentamente a subir e quando comecei a sentir-me mal com o peso nada do que tentei me ajudou a emagrecer. Amamentei varios anos e mesmo quando parei e voltei à pilula “normal” nada alterou o peso. Acho que continuei a aumentar, o que nunca me tinha acontecido antes da gravidez. Foi a uma endocrinologista, fiz analises e aparentemente estava tudo normal, tudo menos eu, que nao me sentia eu. Tinha várias perdas quase semanais e quando falei com a GO ela disse-me que o meu corpo podia estar a rejeitar a carga hormonal da pílula, que se calhar estava na hora de mudar o tipo de metodo. Optamos pelo DIU de cobre sem hormonas que estou a espera de ser chamada para colocar. Parei logo a pilula e perdi 10 kg em 2 ou 3 meses… foi como se desinchasse. Voltei ao meu peso de muitos anos. Claro que a idade e o excesso de peso de alguns anos deixaram “marcas” mas sinto que voltei a ser eu. Espero que o DIU de cobre como é apenas uma barreira fisica nao provoque mais alterações fisicas.

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  • Obrigada Catarina pela partilha. Eu desde que o meu filho nasceu, e me falaram na pílula da amamentação, senti que o meu corpo não queria nada disso, muito menos pensar que o meu leite poderia “passar” hormonas ao meu bebé. Entretanto, passado 4 anos experimentei a pílula, mas era “contra-natura”, contra a natureza, contra o meu corpo. E continuei a utilizar preservativo. E a sensação de liberdade é brutal. Um beijinho.

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