Vida Saudável

A beleza é mesmo uma forma de estar na vida. Estas mulheres (dos 48 aos 67) são a prova disso

Beleza. É uma forma de estar na vida. Estas mulheres são a prova

Vi este artigo na MAGG. Deixou-me feliz e fez-me confirmar: a beleza é mesmo uma maneira de estar na vida. E a idade é só um número.

Várias mulheres, casadas, solteiras, viúvas, ou que sobreviveram ao cancro da mama, dos 48 aos 67 anos, pousaram para o “Huffington Post”, em roupas íntimas, poses ousadas e descontraídas, para mostrarem como se sentem felizes, seguras e confiantes não só com corpo que têm, mas, principalmente, com quem são. Reconhecem o seu valor, mas sabem que o tempo e as vivências são fundamentais para isto. Tanto assim é que relembram o passado e todo o processo para chegarem a este estado de equilibrio. Lembram-se de como se sentiam com 20 ou 30 anos — mais inseguras, mais dependentes das pressões externas. Apesar da idade, são agora mais livres e mais felizes. Como dizia eu noutro post, a beleza é mesmo uma forma de estar na vida.

 

Sheryl Roberts, 48

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“Quando estava na casa dos 20 e era modelo, era insegura e ia atrás dos outros. Não tinha identidade. Vestia o que era tendência, fazia o que as outras miúdas da minha idade faziam e tentava mesmo que os outros gostassem de mim. Não tinha noção da minha própria sexualidade. A maior diferença entre a miúda que era com 20 e a mulher que sou agora, aos 48, é que agora não me podia importar menos com o que os outros dizem sobre mim. A perceção dos outros não é a minha realidade. Eu não me quero misturar e encaixar. É por isso que eu adoro vender roupa vintage no meu negócio IndigoStyle Vintage. É o melhor para o estilo e expressão próprios. A sensualidade emana da minha confiança, sorriso e da aceitação de mim mesma. Não tendo medo de explorar, eu sei que sou perfeitamente imperfeita, com defeitos e tudo.”

Anne Rosenberg, 59

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“Como uma criança dos anos 60, talvez devesse ter sido bem mais hippie… mas nunca recebi esse memorando. Estava focada na universidade e o resto da minha vida estava preenchida por montar a cavalo e fazer trabalho de celeiro. A minha roupa padrão era uma camisa de flanela, um macacão e umas botas. Também parecia que a sexualidade era para os outros. Parecia que eu era género ‘neutra’ e quaisquer sentimentos que explodissem por dentro tinham de ficar lá. E agora tenho vontade de me rir quando percebo que aos 20, quando o mundo estava confortável com o facto de eu ser sexual e sexy, eu estava fechada, e que agora, quando o mundo está a ter dificuldades com mulheres mais velhas sexy, eu estou a desabrochar. Agora para mim, sexy é sedutor e criativo. É incrível.”

Mary Ann Holand, 58

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“Não acho que as mulheres apreciem verdadeiramente a sua beleza e sensualidade até serem mais velhas. Depois de fazer 50, senti-me mais sexy do que quando tinha 20. Quando tinha 20, comparava-me aos outros e aos standards que as revistas de moda e de beleza ditavam. É muita pressão! Com maturidade vem confiança e o conhecimento de que o nosso cérebro é o órgão mais sexy, não o nosso corpo. Ninguém, além de mim, dita a minha sensualidade. O caminho até chegar aqui moldou a forma como me sinto. Sou uma esposa, uma mãe, uma avó e uma sobrevivente do cancro da mama (com mastectomia incluída). Esta consciência de ser sexy nos meus 50 é um presente, um dos que vou valorizar em cada década daqui para a frente. Wheeeee — sou livre para ser eu!”

Shannon Bradley-Colleary, 50

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“Descobri que, depois dos 50, digo ‘sim’ mais vezes e que isso me faz sentir bonita, vibrante, sexy e viva. ‘Queres ajudar nos campos de refugiados sírios, em Lesbos, na Grécia?’ Sim. ‘Queres fazer um curso de introdução à dança de varão?’ Sim. ‘Queres ter um encontro às cegas com o teu próprio marido e fingirem que são estranhos?’ Inscrevam-me nisso. Nos meus 20 tinha medo de não ser inteligente suficiente, curvilínea suficiente, sexy suficiente para dizer que ‘sim’ a todas as coisas que eu queria experimentar. (Também sinto que devia ter sido melhor nos orgasmos. Tenho quase a certeza que estava a ter orgasmos C-). Aos 50, simplesmente não tenho tempo ou energia para disparates. Aceito as coisas como são, por assim dizer. ‘Consegues olhar para o espelho e gostar daquilo que vês, só por hoje?’. Sim. E obrigada.”

Barbara Rabin, 67

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“Sexy é ser confiante. É estar confortável na nossa própria pele. É olhar para o espelho e gostarmos daquilo que vemos. Alguém, uma vez, disse-me que uma mulher mais velha não podia ter cabelo comprido. E a maioria das mulheres da minha idade não o têm. Mas eu gosto dele comprido e fluído e, para mim, é sexy. Devemos guardar o sentimento ‘eu gosto do que vejo e estou ótima’. Quando eu estava na casa dos 20 anos, só queria saber da minha carreira. Agora perdi o meu marido para o cancro. Sou muito mais forte. E força é sexy.”

Para verem o resto artigo — há mais seis depoimentos e imagens de mulheres que mostram o que é a beleza — é só irem à MAGG.

Comentários (1)

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