Vida Saudável

É urgente aprendermos a gostar de quem somos!

gostar de quem somos

Sigo a Catarina há muito tempo. Conheço aquilo que ela partilha, uma família numerosa e linda, o talento pela pintura, pela fotografia e pela decoração, a capacidade de gerir uma casa cheia de filhos. Também lhe conheço a relação conflituosa com a comida. Este amor ódio, este estranho conforto e tortuosa culpa, que nos consome muito mais cabeça e corpo do que desejaríamos. Aquilo que dificulta o gostar de quem somos.

Na verdade, ao longo dos anos em que fiz os workshops das papas de aveia, depois de ter emagrecido muitos quilos e percebido que o meu corpo merecia mais atenção, conheci dezenas e dezenas de mulheres que vivem em conflito com a comida e com o corpo.

As mulheres – e falo apenas daquilo que conheço – passam muito tempo a odiar-se, a maltratar-se, envoltas em culpa e auto crítica. As mulheres passam muito tempo na procura de uma imagem que idealizaram como perfeição e perdem a capacidade de ver e elogiar as suas qualidades. Eu olho para a Catarina e vejo uma mulher linda e cheia de estilo.

Porque ela vê apenas os quilos que ganhou? Porque é que eu vejo apenas os quilos que ganhei? Porque é que tantas de nós só vemos imperfeição quando temos tanto de bom? Emagrecer é a única forma de cuidarmos de nós? Não, não é!

Guardo um momento muito especial e doce da aula de ioga no passado sábado com a professora Sofia Manso. De olhos fechados pediu-nos que dissessemos:
Amo-te (o nosso nome)
Respeito-te
Vou cuidar sempre de ti.

E cuidar, gostar de quem somos, é tambem a bondade de perceber que o corpo que achamos imperfeito é aquele que nos carrega, o único que tempo, que merece mimo, que merece tolerância aos dias menos bons e festejos em todas as pequenas vitórias. E merece que sejamos capazes de ver beleza, para além do raio dos quilos que definimos como certos.

Merece mesmo. É urgente aprendermos a gostar de quem somos!

 

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