Relações

7 dicas para ultrapassar uma desilusão amorosa (sim, podem comer gelado)

ultrapassar uma desilusão amorosa

No outro dia falava sobre as saudades de quando “amo-te” era mesmo “amo-te”, assim em modo de adolescente que sente tudo intensamente, quer seja amor, alegria, ou dor e tristeza. Hoje falamos sobre o fim de relação que, independentemente da idade, doí sempre. De formas diferentes, mas custa sempre demasiado, sobretudo se tivermos em consideração que na vida adulta as circunstâncias tendem a ser mais sérias. Como ultrapassar uma desilusão amorosa?

Aqui ficam alguns passos básicos a seguir nos tempos seguintes, nesta versão de consultório sentimental (já viram os vídeos no youtube?) por escrito.

Operação ultrapassar uma desilusão amorosa

1. Falem, falem, falem

Se for previsível, no instante imediato a seguir ao fim da relação oficial, tenham alguém a postos para vos acolher logo a seguir. Chorem o que quiserem e falem muito. Nos tempos seguintes também (só convém que vá reduzindo porque será bom sinal). Quanto mais falamos dos nossos problemas, mais nos libertamos deles e mais conscientes da realidade nos tornamos. Gradualmente ficamos mais leves.

Os lutos, mais duros ou mais leves, devem ser feitos. Eu sei que queremos que passe rápido. Assim idealmente queremos nem sentir. Mas é necessário chorar as lágrimas necessárias ultrapassar uma desilusão amorosa (mesmo para quem não chora, há muitas formas de lágrimas).

 

2. Cuidem do vosso corpo e descubram-se

É fase para se dedicação pessoal. Olhem para dentro e reconheçam-se. É comum nas relações pormos em standby um pouco da nossa personalidade. Tirem-na do bau e trabalhem-na. Descubram quem são. Estamos sempre a mudar porque nos estão sempre a acontecer coisas. Vejam o que se alterou em vocês. Ao mesmo tempo, caminhem, vão ao ginásio, corram, façam yoga, pilates, kickboxing, aquilo que mais gostarem. O exercício é excelente para a boa disposição e autoestima, para não falar de ser um momento de foco em que pensamentos tristes não entram.

Também podem descobrir a meditação mas nestas fases mais “escuras” eu acho que mexer o corpo ajuda  arrumar a cabeça.

 

3. Mas comam gelado se vos apetecer

Sim, estão a cuidar do corpo. Mas também têm direito a comer o que mais vos da prazer. Sei que o açúcar não faz bem, defendo um modo de vida equilibrado, mas isso também significa não ser fundamentalista. Se querem estar no sofá a ver um filme ou uma série a comer um gelado em modo Bridget Jones, força. E se quiserem chorar enquanto o fazem, também. Faz falta e é preciso.

4. Ativem o modo purga

Se o final é definitivo, então este passo é fundamental. Vê-lo aparecer na timeline do Facebook, nos contactos do messenger ou ver fotografias no Instagram está longe de ser saudável e pode muito bem desencadear o modo stalking. Não deixem. Eliminem-o pela vossa sanidade mental. Ele vai perceber.

Talvez este seja um passo que muitas (e muitos) adiamos. Achamos que vai parecer mal. Por outro lado queremos mesmo é continuar a ver tudo. Então releiam este ponto e levem a sério: nada é mais adulto e inteligente que não estarmos expostos ao que nos magoa.

 

 

5. Podem chamar-lhe nomes!

Só mais um pequeno pormenor, nada Budista, se precisarem de chamar nomes à pessoa em questão, façam-no. Importante é que daqui a uns tempo vos seja indiferente (e até lhe queiram bem). Daqui a uns tempos, não neste instante em que esta tudo tão fresco!

 

6. Divirtam-se

Aproveitem o fim de relação. Saiam à noite (mas não exagerem, porque coisas más podem surgir daí), vão ao cinema, vão a um brunch, passeiem, façam uma viagem. Se tiverem miúdos, divirtam-se com eles ou peçam à vossa rede que vos apoie para terem tempo para vocês. Dêem as boas vindas a uma nova fase, cheia de coisas boas por vir.

Eu costumo dizer que é preciso não estagnar as energias. É verdade que devemos fazer o luto. É verdade que precisamos de tempo. É verdade que devemos respeitar a vontade de estar sozinho e dizer mal da vida. Mas (leiam com bastante entoação) temos que deixar entrar coisas boas nas nossas vidas.

 

7. Vejam a luz ao fundo do túnel

Este é o mais trabalhoso, mas mais importante. Saibam que é uma fase. E que todas as fases, sobretudo as más, têm um final. Tudo vai ficar bem, porque não há sequer outro desfecho possível. Agarrem-se a essa ideia e vão vivendo. Um dia de cada vez.

 

“Quantas vezes podemos morrer de amor?” é a pergunta que fica nas 12 histórias de amor do meu livro Provo-te. Eu sei a resposta: as vezes todas que forem necessárias.

 

 

E a propósito deste livro, amanhã às 11h, no Chiado, inauguramos a exposição das ilustrações maravilhosas da Ana Gabriela. Apareçam. 

 

Depois de ultrapassar uma desilusão amorosa, um post positivo sobre o amor.

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