O Meu Diário

Saudades do Rogil (das empadas, das broas e tuas)

Rogil

Este post sobre o Rogil andava perdido no blog. Recuperei-o porque quando o vi e senti aquele aperto quando temos tantas mas tantas saudades que até custa. Tenho saudades do Pedro, sim, esse que vive comigo todos os dias, e que dorme ao meu lado (ou quase, conforme os miúdos deixam) todas as noites. Já lhe disse, mandei uma mensagem quando me cruzei com estas fotografias, a dizer-lhe as saudades que tenho do tempo só nosso.

Assim, sem medo das lamechices sou infinitamente grata pela família que construímos. E construir uma família exige tempo, exige logísticos, pede mimo, horas de sono por dormir, atenção para distribuir. No meio da gratidão que sinto, e deste amor tão cheio, tenho saudades de estarmos só os dois. Não são cinco minutos, nem umas horas, é muito tempo. Como quando fomos na autocaravana para o Rogil e o tempo era todo nosso. Quando acordava com o balançar da tua condução à procura do café mais próximo. As sestas na praia. Sentir-te chegar da água. Jantar sem pressa de nada. Adormecer abraçada a ti.

Sei que temos uma vida inteira. Sei que o tempo só nosso volta já. Mas hoje tenho muitas saudades. Tantas.

A minha perdição: Pão do Rogil. As minhas escolhas: broa de alfarroba e pimenta rosa e empada de cozido algarvia.

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