O Meu Diário

Ser Feliz todos os Dias. O meu pai.

Ser feliz todos os dias

Penso sempre que gostaria que as pessoas fossem gratas por aquilo que têm se passarem por dor tão grande que nos faz repensar tudo. Talvez tenha sido essa a principal motivação do livro Ser Feliz Todos os Dias. De certeza que foi essa aprendizagem que guardei para a vida.

 

Numa estranha ironia, os últimos anos de vida do meu pai foram os mais felizes da sua vida. O meu pai, esse doce trombudo, percebeu da pior forma possível que a vida pode acabar a qualquer momento. Numa estranha e doce ironia, o acontecimento mais triste da minha vida foi também aquele que me ensinou a ser feliz.

no livro: Ser Feliz Todos os Dias

 

 

 

 

 

Comentários (5)

  • Nao tenho palavras… :), maravilhosas palavras!

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  • […] Numa estranha ironia, os últimos anos de vida do meu pai foram os mais felizes da sua vida. O meu pai, esse doce trombudo, percebeu da pior forma possível que a vida pode acabar a qualquer momento. Numa estranha e doce ironia, o acontecimento mais triste da minha vida foi … Ver artigo completo no Blog […]

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  • Contrariamente (ao que diz no post), o meu Pai tinha acessos de indisposição (mas só com quem tinha intimidade), mas 99% do seu tempo era dedicado ao Humor com maiúscula! Tenho mesmo a sensação que congeminava as piadas que diria a seguir e como pregar partidas às colegas de trabalho, que o adoravam. Trabalhava num ambiente formal numa das torres das Amoreiras, mas isso não o impediu de se regozigar com seu café e um “farrapinho de leite” que retirou na copa (era mentira!), sabendo de antemão que havia uma colega a amamentar (que guardava o seu leite no frigorífico).
    Para algumas pessoas era visto como irresponsável, mas a maioria tinha como garantida a boa disposição, quando estavam com ele. Apesar das origens serem na Madeira, Campo de Ourique corria-lhe nas veias e viveu na mesma casa desde os 2 anos de idade, sem nunca de lá querer sair. Lá viveu com os pais e irmãos, lá casou e teve as filhas, e eu lá nasci, cresci e vivi até à idade adulta.
    Penso que, aquele sentido de humor não fazia dele “palhaço”, de modo nenhum, até porque desde o 8 anos que nunca mais tirou a gravata. Andava sempre de fato (era vaidoso!), e comentava de modo sério e ponderado, o que desarmava os incautos que ficavam sem perceber se acreditava nos estapafúrdios que dizia.
    Sou suspeita para para falar, mas considero que era inteligente o seu humor e por isso conquistava facilmente as pessoas, em todas as direções.
    No seu funeral em Novembro, dedicamo-nos a recolher o manacial de graças originais, e revendo tantas pessoas entre familia,amigos e colegas, pessoas que nem conhecia, tive a alegria de perceber que que ele foi de facto estimado por tantos.
    Leio este blog à tanto tempo e há tantos pontos comuns, mas o motivo coincidente que me levou a escrever isto aqui hoje, é porque admiro a forma aberta e magistral como é aqui mostrado o AMOR enorme de Filha para o Pai, porque o contrário também sempre existiu, seguramente.
    Tomei coragem e hoje fiz o mesmo.
    Hoje seria o seu 78º aniversário, para mim, é o primeiro sem ele.
    Tive muita sorte e fui Feliz!

    Obrigada Catarina.
    Filipa

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  • […] pais de ambos eram também eles melhores amigos e, quando o pai de Catarina morreu, foi Diogo o seu suporte. “De tal maneira foi que acabei por engravidar”, […]

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  • […] Hoje é o teu aniversário. Recordo-te. […]

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