Maternidade

Os trabalhos de casa não são o centro nem o fim do mundo

fim do mundo

Já aqui o assumi: sou a favor dos trabalhos de casa. E expliquei porquê. Entendo que seja um tema polémico. Por um lado, é importante que os miúdos aprendam a organizar o seu tempo depois da escola e a cumprir autonomamente o que lhes é proposto fazer. Por outro, não merecem eles um descanso cerebral depois de oito horas seguidas na escola? É realmente necessário regressar a casa e… continuar a trabalhar? Independentemente das opiniões o maior problemas é complicar isto dos trabalhos de casa. Não vale a pena. Os trabalhos de casa não são o centro nem o fim do mundo. Encontrei algumas dicas maravilhosas no blog Alpha Mom e quis partilhar.

 

Organizar antecipadamente: Para pais que têm filhos por si só organizados e que adoram fazer os trabalhos de casa, isto não será problema. Para os outros, marquem uma parte do final do dia para esta atividade. Bom para eles e para a logística familiar. Para que esta tarefa não seja mesmo o fim do mundo convém não deixar para depois do jantar quando já estão a dormir em pé. Atenção, nos primeiros anos de escola os trabalhos de casa não devem ocupar mais de 30 minutos. Se isso acontecer fale com o professor, já vamos a esse ponto.

 

Não façam dos trabalhos de casa o centro do mundo: Pais que insistem em que se façam os trabalhos assim que os miúdos pisam o chão de casa – calma! Também não é preciso tanto. Se funciona e eles não se queixam, óptimo. Mas se sentem algum esforço e resistência, deixem-nos descomprimir primeiro. Nenhum trabalho de casa é assim tão importante que não deixe tempo para um intervalo.

 

Ficar de olho mas dar independência: Não vale a pena estar a “micro-vigiar” os trabalhos de casa, a não ser que queiramos ir com eles para a escola também! Nós não vamos lá estar. Por isso, é importante dar-lhes espaço para pensarem sozinhos e chamarem ajuda quando assim entenderem. Se não pedirem ajuda, no momento em que sentirmos que eles estão a ficar frustrados, intervimos. Dar-lhes asas é fazer com que pensem sozinhos.

 

Não há problema de falar com os professores sobre os trabalhos de casa, se necessário: Se sentirem com alguma regularidade que a ansiedade deles com os trabalhos é muita e que o nível de exigência é elevado (seja a nível de quantidade como de dificuldade), não se sintam de pé atrás em falar com o/a professor/a. Isso não faz de vocês aqueles pais chatos. Calma e abertura são duas posições que vão muito mais além do que a indignação.

 

Ter expectativas racionais e não stressar: Mais uma vez – calma e concentração é o que é preciso. É importante não argumentar ou contrariar, mas sim explicar. Ouvi-los. Tirar dúvidas. Nós não somos pais perfeitos que têm filhos perfeitos (e isso também não é o fim do mundo) e nem sempre eles vão conseguir fazer tudo bem no tempo expectável para se jantar em família. Tudo tem o seu tempo. Se não conseguirem acabar, haverá sempre tempo noutra ocasião. Trabalhos de casa não são um bicho papão!

Concordam que os trabalhos de casa não são o fim do mundo?

 

 

Na foto, Afonso roubou o casaco novo do Pedro.

Comentários (2)

  • As minhas filhas frequentam o ensino articulado (aulas regulares mais aulas de musica no sistema publico). Não têm uma unica manhã ou tarde livre, tem dias que as aulas terminam às 19h/20h e nunca antes das 17.30h… Portanto não concordo com os trabalhos de casa e já pedimos aos professores para os enviarem no final de semana porque durante a semana e dada a carga horárias, as crianças precisam de desligar e relaxar da intensidade dos dias. Se o meu trabalho é feito dentro do meu horário de trabalho, o delas também o deveria ser.

    Responder
  • Sobre os TPC tenho uma posição um bocado diferente: acho que se deve promover continuidade entre a escola e a casa mas não necessariamente com o mesmo tipo de actividades que já fazem na escola… Tenho tudo bem explicado aqui: https://desenvolvida.wordpress.com/2018/03/04/os-tpcs-ou-as-tpcs/

    Responder

Escrever um comentário