Maternidade

Como lidar com o primeiro amor dos nossos adolescentes?

primeiro amor

Ah, o primeiro amor! As alegrias, as tristezas, tudo elevado a mil (talvez milhões). Aquela certeza que podemos morrer por gostar tanto de alguém. São as hormonas, são aqueles sentimentos estranhos. É tudo muito novo e é tudo muito. É um cocktail bombástico, com o qual os pais se deparam e não sabem como agir, apesar de muito provavelmente terem passado pelo mesmo, há alguns bons anos atrás. Por aqui está tudo calmo e ainda não houve sinais disso. Mas o dia há-de chegar. Questão: como é que lidamos com o primeiro amor do adolescente? Encontrei um guia e partilho convosco este plano de acção.

 

Reminder. Estar apaixonado é normal

Lembrem-se como foi convosco. Percebiam porque é que se sentiam tão desconfortáveis, com borboletas na barriga e com todos os sentimentos estranhos e novos à volta disso? Não. Eles também não e tudo isso é extremamente confuso e inquietante. Por isso mesmo, se for para agir, que seja como preventivo. Quando vos cheirar a primeira paixão, ou até mesmo antes, falem com eles para que eles entendam o que poderá vir aí. Se houver abertura para isso, contem as vossas histórias — eles vão sentir-se menos sozinhos e é uma forma de criar uma relação íntima entre pais e filhos.

 

Não devemos invadir os sentimentos deles

Mas, calma. Eles precisam de espaço e têm de aprender a gerir isto tudo sozinhos. As emoções na adolescência são todas muito reais e intensas, sobretudo quando se trata de um primeiro amor. Doem espaço para eles falarem. Quando eles quiserem, eles falam. Muito importante é também não menosprezar e desvalorizar aquilo por que estão a passar. Por muito tentador que seja, não provoquem e brinquem porque o assunto é sério. Não comentem com o resto da família sem a autorização deles.

 

Mas devemos incutir os comportamentos certos

É a mesma história: as emoções são novas, logo os comportamentos também. Incutam-lhes alguns valores, como o respeito que devemos ter sempre uns pelos outros. Provocações são uma forma errada de demonstrar afeto, apesar de na adolescência ser comum. É importante que percebam isto

 

Cuidar do coração partido 

Um coração partido é sempre mau. O coração partido de um adolescente é mil vezes pior. Nesta altura, os pais têm um papel determinante em encaminhá-los para conseguirem fechar bem a página do primeiro amor. Queremos preservar o romantismo neles, mas é importante falar sobre as diferenças entre a paixão, o amor e os relacionamentos. Mais uma vez, não devemos julgar, desvalorizar. É deixá-los falar à vontade. Eles precisam de saber que tudo o que estão a sentir é normal, que não há mal em estarem tristes, que podem sofrer e chorar. Se eles não quiserem falar — muito comum nos rapazes — é mostrar-lhes que estamos totalmente disponíveis, sempre que quiserem.

 

Já que falamos em adolescentes, aqui ficam os motivos pelo qual eles ficam alérgicos aos pais.

Foto: Marta Dreamaker

Comentários (1)

  • Ai o amor, o amor.
    É como uma clepsidra.
    O coração enche-se na proporção da cabeça que se esvazia.
    Torrente caudalosa derramando mel.
    Enfim: assuntos de mãe. Nada de que um homem perceba.
    🙂

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