Maternidade

O que acontece quando a princesa e o príncipe não são felizes para sempre?

mediação familiar

Calma! As coisas nesta castelo estão bem (e a princesa já nem sou eu). E assim faremos para que continuem porque quem achar que muito amor basta está completamente enganado. Isto dos contos de fada, histórias de amor para sempre e outros finais felizes dão muito trabalho.

Nem sempre as coisas no meu castelo correram como imaginei. Existiram roturas e recomeços que não imaginei. Já escrevi sobre isso: dá trabalho mas compensa, a amizade depois da separação. Os filhos merecem esse trabalho todo. E nós também.

Como escrevi na semana passada, a família no momento da ruptura sabe muito pouco. Eu escrevi que cada família é um caso. Não que sabem a solução. Sabem apenas o que sentem.

Por tudo isto estou muito consciente da importância da mediação familiar. E deixo as restantes palavras a quem percebe mais disto do que eu.

 

“Crescemos a ouvir histórias com finais felizes. A princesa casa com o príncipe e viveram felizes para sempre… Então e o que é que acontece quando as coisas não correm bem lá no castelo? O que acontece quando a princesa deixa de estar apaixonada pelo príncipe? E quando existe “descendência real”, quando há filhos desta “história de amor”? Ninguém nos ensina a separar… O que fazer, como fazer, como contar à criança? Como nos devemos comportar, como nos devemos relacionar um com o outro a partir de agora? Como continuar a ser pais sem ser um casal?

A bem de um final feliz, os progenitores têm de conseguir ser na mesma uma dupla (parental) que está presente na vida dos filhos e que contribui para o seu crescimento e educação de forma positiva e responsável e o mediador familiar pode ajudar neste caminho.

A mediação familiar assume um papel fundamental nos conflitos familiares, encorajando uma abordagem cooperativa, pelo diálogo e respeito mútuo, garantido assim a continuidade da família, dos laços afectivos e a manutenção do contacto dos filhos com ambos os progenitores.

Importa criar respostas para os pais que querem continuar a ser pais, mesmo já não sendo um casal, sendo por demais importante a formação de especialistas em Mediação Familiar.” (Ana Varão)

 

Ana Varão é uma das formadora da pós-graduação em mediação de conflitos e especialização em mediação familiar. O Curso reconhecido pelo Ministério da Justiça e vai começar dia 23 de Fevereiro, em Lisboa. Se quiserem saber mais basta clicarem no link.

 

Igualmente interessante é esta pós-graduação de mediação em intervenção comunitária.  Começa já a amanhã mas ainda há vagas. 

A proposta da mediação para a transformação do conflito produz vários efeitos positivos a nível individual e entre pequenos ou grandes grupos de cidadãos. A melhoria dos relacionamentos, a integração das suas vozes nas tomadas de decisão, em processos estruturados, inclusivos, e respeitadores da sua diversidade individual e cultural, são apenas alguns destes benefícios.

 

Comentários (5)

Escrever um comentário