Maternidade

12 dicas para aguentar os filhos doentes em casa

filhos doentes

Decido publicar o post num momento calmo cá de casa, assim como que a pedir que continue. Temos tido um inverno com as doenças típicas. E como vou dizendo: que sejam apenas estas.

Ter os putos doentes gera medo. Gera desorganização. E força-nos a ter uma agilidade acrobática para planear a vida. As doenças dos miúdos viram-nos a vida do avesso e de cabeça para baixo. Quando há filhos doentes, temos de estar presentes e ser capazes de suspender parcial ou totalmente aquilo que estava para acontecer, sem que isso cause algum tipo de dano permanente.

Para quem neste momento está imerso no gigante tornado que é o da vida com filhos doentes, deixo-vos algumas dicas essenciais que por cá funcionam e que são fruto de conclusões (muito por tentativa-erro, porque a vida é assim mesmo) retiradas ao longo destes anos, com três miúdos pequenos.

Um dia destes, estava eu queixar-me que tinhas os miúdos doentes e deparei-me com um post no blogue Nheko, que dá ótimas sugestões de como passar o tempo.

Mas antes de começar: mães e pais que estão com filhos doentes, por favor não vão ao Google. A dica está incluída na lista, mas achei bom reforçá-la. Nenhum resultado de pesquisa será reconfortante ou sequer esclarecedor. É só assustador. Falo por experiência.

 

1. Aceitar

Eu sei que quando os miúdos ficam doentes é como se o mundo parasse e há alturas em que não dá jeito nenhum – porque estamos cheias de trabalho dentro e fora de casa, porque tínhamos coisas combinadas exatamente para este fim de semana e uma reunião importante para amanhã. Aceitemos as evidências. Estão doentes e é preciso agir de acordo com esse facto. respirar e perceber que os próximos dias poderão ser o caos. Importante é que fiquem bem.

2. Planear

Até podemos estar plenos de aceitação, cancelar o fim de semana e avisar que não vamos trabalhar. Mas há coisas inadiáveis. E às vezes há filhos com compromissos igualmente inadiáveis. E, infelizmente, há empregos onde não aceitam que faltemos… Por isso, o melhor é organizar as coisas assim que percebemos que o recolhimento é inevitável. Para fins de planeamento, com filhos doentes, sugiro: acertar horários com o pai, mandar um sos aos avós, pedir ajuda a uma amiga.

3. Organizar e anotar tudo

Eu sou uma esquecida. Não era mas a maternidade e as horas de sono em divida puseram-me assim. Quando os miúdos estão doentes tenho que ter um diário de bordo e anotar tudo. Exemplo: os medicamentos, as horas das febres, outros factos relevantes [tipo vómitos e diarreias]. Aproveito também para planear as refeições. Nestas alturas há almoços e lanche todos os dias, alguns alimentos que sabemos que vão comer melhor e outros que são mesmo necessários.

4. Não irás ao Google

Esforcem-se no ponto anterior. Só assim é que vão resistir aos motores de busca. A sério. Nada do que vem de lá é bom. Afastem-se.

5. Racionalizar

Eu tenho três filhos. E confesso que a febre da Maria Luiza não me deixa tão nervosa como a do Gonçalo, há 15 anos. Por isso, não vão a correr para as urgências. Nesta altura estão a abarrotar de pessoas doentes em salas de espera onde acontecem verdadeiras festas de germes. Liguem ao pediatra ou ao médico de família. Liguem para a saúde 24. Decidam com calma mediante esse contacto.

6. Aproveitar

Parece estranho, mas não é. Se temos que estar em casa por razões menos felizes, mais vale aproveitar. Sugestões: dormir a sesta quando eles estão a dormir e arrumar aquele armário que andamos a adiar há imenso tempo. E é aqui que roubo uma parte do fantástico post da Nheko:

 

Para aproveitar o tempo:

7. Traçar um plano!

Seja qual for a idade da(s) criança(s), ela(s) deve ser incluída nesta tão importante tarefa! Obviamente que temos de adaptar à sua compreensão e capacidade, para, em conjunto, pensar sobre o que se vai fazer, durante quanto tempo, o que é necessário, quem vai fazer o quê e porque é que vamos fazer isto ou aquilo. Dar sentido ao que fazemos muda por completo a entrega e a relação com a actividade, seja ela qual for. A intenção que colocamos no que fazemos é determinante e faz toda a diferença.

Este plano pode também servir para marcar momentos fundamentais, em que cada um fica a fazer uma coisa diferente e respeita o outro. Se eu tenho email’s para responder ou telefonemas para fazer etc, vou combinar um tempo no dia para isso acontecer, e nessa altura, a criança pode ocupar-se com um jogo digital, um tempo de desenhos animados ou até uma sesta, importante é combinar e depois cumprir (ambas as partes!).

8. Brincar/trabalhar com seriedade

Se não gostamos que os miúdos se distraiam quando estão a fazer uma coisa, nós devemos dar o exemplo. Se decidimos brincar aos cozinheiros e fazer um bolo devemos entregar-nos a isso com dedicação e concentração. Durante a preparação do bolo não há idas ao telemóvel espreitar a mensagem que chegou, mais vale determinar um período de pausa para que cada um faça o que quiser, pode ser quando o bolo vai para o forno; 0 Chef diz: Lavar as mãos e descansar durante 5/10/15 minutos antes de continuar com a tarefa da limpeza e preparação do empratamento.

Leiam o resto por lá…

 

E já que falámos de filhos doentes e constipações…

Já viram as dicas para escolher um saco de dormir?

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