Fim-de-semana. As melhores coisas da vida.

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Sobre as melhores coisas da vida.

Com este sol o meu filho acorda muito cedo. Demasiado cedo na minha opinião. Por isso levantei-me e liguei a aparelhagem para ele ouvir as suas histórias. Felizmente o meu filho largou a televisão e os DVD’s pelo encanto das histórias contadas. Bom para ele e bom para mim.

O D. veio ter connosco e passámos o domingo em família (estas novas formas de família são, de facto, um objecto muito interessante de análise). Assim, consegui arrumar a casa, cozinhar, estender roupa e dormir (dormimos) uma sesta.

Depois o D. foi embora e eu peguei no meu gajo e fui jantar fora.

Logo depois, voltou-me a assombrar o sentimento de mãe solteira que experimentei pela primeira vez durante o casamento. É, assim como, uma espécie de solidão misturada com cansaço. São centésimos de segundo em que tenho saudades de quando podia dormir o dia inteiro ou viajar sem uma única preocupação. São instantes em que sinto falta de um homem ao meu lado. Mas felizmente passa depressa.

Jantámos juntos num restaurante que adoro mesmo ao lado de casa. E como o meu filho herdou a minha cusquice crónica. Enquanto ouvia atenciosamente a conversa do casal do lado, ia fazendo perguntas para perceber melhor a história. Uma vergonha. Mas adorável.

Depois de jantar usufruímos da noite de Verão. Chegámos a casa já tarde. Banho. Igualzinho ao pai. Não suporta ficar com as mãos e os pés enrugados. Maldita herança genética!

Foi para a cama sozinho e adormeceu agarrado à almofada. Mas quando o vi, sereno e doce, comovi-me. É a melhor coisa da vida, não há cansaço que altere isso. Liguei ao D. para lhe contar. Porque amo-o muito e não há feitio (nem fim) que altere isso.

São as melhores coisas da vida.

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3 Comentários
  1. Ana says

    eu queria comentar este port… mas a verdade é que fiquei sem palavras… fiquei comovida tb… jokas gigantes

  2. Anonymous says

    saudades…
    gosto de ti

  3. Goiaoia says

    «O meu filho (…) ouvia atenciosamente a conversa do casal do lado e ia fazendo perguntas para perceber melhor a história. Uma vergonha. Adorável[!]» Adorável, de facto.

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