Maternidade

Sete anos de filho Afonso

sete anos

Há sete anos estava deitada ao teu lado, naquele dia quente de Agosto, as janelas do quarto da MAC ligeiramente abertas, e a cidade parada. Há sete percebi que não havia pressa, o mundo podia parar, estava tudo bem. És a minha primavera, apesar de teres nascido no verão. És a minha calma, a pensar de seres um furacão. És o meu silêncio, apesar de nunca estares calado. És a força. A mesma que me ensinaste que conseguia ter. Parabéns meu filho Afonso. A nossa vida – falo por mim e pelo Gonçalo – encheu-se de luz há sete anos.

 

(Durante oito anos, sete meses e 21 dias fomos só nós os dois. Por esta altura, há sete anos, sabias tudo o que deverias fazer se eu entrasse em trabalho de parto. Éramos só nós os dois. Tu eras o meu menino, responsável e doce. E querias tanto um irmão. Às vezes digo-te que tenho saudades quando éramos só os dois e tu zangas-te porque dizes que não amas ninguém como os teus irmãos. Mas sabes do que falo.)

 

Nestas datas tenho sempre medo daquilo que fica por dizer. e gosto de voltar aos arquivos e reler aquilo que escrevi desde o dia em que nasceste. No dia em que fizeste três anos, com dois anos, no primeiro aniversário (em que contei o teu parto).

 

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