Dieta das Princesas

Que tal ficar com o armário quase vazio?

A génese (e a essência) da crónica no Dinheiro Vivo é poupança por isso, apesar de alguma vontade de resvalar para a revolta que sinto face uma classe profissional que luta pelos seus direitos atacando fisicamente outros trabalhadores (eu atenção que sou defensora de greves e manifestações incómodas), é de poupança que vou falar. E porque isto da roupa não é apenas moda nem um tema aparentemente fútil, mas também necessidade de todos os dias falemos de roupa e de poupança.

Depois de nove meses de gravidez, em que comprei apenas uns vestidos baratos e básicos onde coubessem os meus quinze quilos a mais, e depois deste primeiro mês como mãe em que estive numa realidade paralela que o sono e as hormonas proporcionam, olhei para o armário com a sensação que não tenho nada em condições para vestir: está tudo gasto, largo ou apertado. E agora? Que tal ficar com o armário quase vazio?

Por uma questão de orçamento não ponho a hipótese de ir comprar qualquer coisa só porque acho que não tenho nada. Na realidade tenho roupa mais do que suficiente. A solução chama-se capsule wardrobe e foi-me apresentada pela consultora de imagem Anita Silvestre (presta serviços low-cost mas tenho a sorte de a ter como amiga).

O nome está em inglês mas traduzindo e simplificando é um armário mínimo. Entre tops, partes de baixo, vestidos, casacos e sapatos posso ter apenas cerca de 30 peças – os mais fundamentalistas do minimalismo considerarão tudo, aqueles que precisarem de mais dirão que acessórios, roupa de praia, de desporto, de dormir não entram para esta contagem. Eu aposto em apenas 30 peças no total.

O objectivo é ter apenas aquilo que usamos mesmo, poupar dinheiro em compras desnecessárias e poupar também tempo e energia na hora de escolher o que vamos vestir. Atenção que, embora seja uma excelente desculpa, a ideia não é comprar 30 peças novas mas sim olhar para aquilo que temos e perceber o que usamos realmente. Depois da escolha feita podemos dar, vender ou trocar as coisas que não utilizamos. Ou seja: roupeiro arrumado, se dissermos capsule wardrobe tem ainda mais estilo, e orçamento controlado.

Comentários (11)

  • […] post Que tal ficar com o armário quase vazio? appeared first on dias de uma […]

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  • Vi aqui pela primeira vez há uns dois anos : http://www.un-fancy.com/page/2/
    Mudou bastante a minha maneira de pensar o roupeiro, mas 3 meses depois do bebé nascer ainda me falta um bocado (ou sobra, depende da perspectiva) para caber nas minhas calças. E portanto tive de comprar mais vestidos.

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  • Estou há imenso tempo a tentar implementar isto…mas ainda não consegui. Acho que vai ser este Outono que o faço.

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  • Eu já conhecia este conceito antes de engravidar mas nunca tinha posto em prática. Depois de ter o meu menino vi que o meu armário ficou mesmo reduzido e aproveitei para pôr em prática. Fiz uma lista das coisas que tinha e do que me faltava, tirei tudo do armário e só fiquei mesmo com o que servia e vestia. Já passou um ano desde que tomei esta decisão e foi a melhor coisa que fiz 🙂 Sem dúvida a melhor decisão de todas!

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  • Totalmente fã e seguidora convicta. Desde que comecei não quero outra coisa. Facilita-me imenso a vida 🙂
    Falo disso mesmo no meu blog: https://anagoslowly.blogspot.pt/
    Beijinho*

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  • Essa ideia passa por cá…
    vou aproveitar agora a 3ª gravidez para analisar o que tenho e retirar coisas… No final da gravidez, depois logo vejo o que serve…
    Claramente a implementar!

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  • E essa camisa girissima de onde é???

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  • Ola Catarina, está lindíssima ! Para quando um tópico sobre o tema cabelos ? Tem um cabelo muito bem tratado e bonito.

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  • Como sempre top! E a camisa Catarina? É giríssima!!

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  • […] Anita passou cá por casa para me ajudar numa segunda missão a favor do minimalismo: arrumar o meu armário e desfazer-me de tudo aquilo que já não visto. A […]

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  • […] Anita passou cá por casa para me ajudar numa segunda missão a favor do minimalismo: arrumar o meu armário e desfazer-me de tudo aquilo que já não visto. A […]

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