[sobre sexo. ou falta dele.]

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Falar sobre sexo… ou sobre a falta dele no pós parto.

O meu corpo é de uma inteligência brutal. Já com o nascimento do meu primeiro filho me tinha acontecido o mesmo mas não me lembrava. Com medo que eu me meta numa qualquer aventura irresponsável, os dois anos depois de ter um filho são um deserto sexual. O pós parto depende das hormonas mas até costuma ser bastante animado, assim como as melhoras da morte ou uma festa de despedida. Depois disso o meu corpo entrega-se às funções da maternidade e esquece-se que existe para além disso. Numa explicação mais esotérica diria mesmo que não me sinto no meu corpo.

Não vou dizer que são meses tristes e desinteressantes porque é totalmente mentira. Existe um outro namoro, uma entrega. Eu gosto muito de ser mãe a tempo e corpo inteiro. E, os mais maldosos, podem mesmo dizer: é por isso que estás solteira. Se calhar é mesmo. É mais confortável não sujeitar ninguém ao sofrimento da espera e adormecer todas as noites em estado de cansaço extremo sem problema de consciência.

Mas como não há mal que sempre dure, a partir dos 2 anos das criaturas há um regresso à normalidade. Devagarinho a cabeça e o corpo voltam a ter outras funções, encontram espaços no horário para serem outras coisas.

A questão, aquela para que eu própria não tenho resposta mas acho que estou no lugar certo para o fazer, é como é que um casal aguenta tanto tempo se uma mulher junta, enamorada ou casada passar (também) por este deserto pós maternidade.

Eu quero acreditar que há histórias de amor capazes de resistir a períodos de secura como aqueles a que o meu corpo de sujeita. E que possam, em casal, comemorar, quando períodos mais inspirados regressarem. Mais ainda gostava de acreditar que sou a única a passar por isto.

receita sobre sexo no pós parto na Farmácia de Serviço.

8 Comentários
  1. Y. says

    Estou nesse sítio agora e… não é fácil. Há dias impossíveis e outros bons mas a luz ao fundo do túnel está… longe.

  2. Miss F says

    Quando o companheiro vivência essa tua experiência de ser mãe e te acompanha em td esse processo, presumo que se arranje um tempo para o casal, naturalmente…Digo eu que sou mãe sozinha desde há já 8 anos 🙂

  3. Andreia says

    Realmente houve um decréscimo acentuado da vida sexual ativa. Tenho uma bebé de 21 meses, a qual amamento várias vezes ao dia e à noite… Como seres humanos q somos, sendo o sono e o descanso uma necessidade básica mais básica que o sexo, preferimos quase sempre dormir agarradinhos a fazer outros agarramentos… Mas vamos lentamente voltando aos treinos, pois quem nao pratica esquece!! Acho que é uma fase normal apesar de ser um assunto tabu

  4. Andreia says

    Realmente houve um decréscimo acentuado da vida sexual ativa. Tenho uma bebé de 21 meses, a qual amamento várias vezes ao dia e à noite… Como seres humanos q somos, sendo o sono e o descanso uma necessidade básica mais básica que o sexo, preferimos quase sempre dormir agarradinhos a fazer outros agarramentos… Mas vamos lentamente voltando aos treinos, pois quem nao pratica esquece!! Acho que é uma fase normal apesar de ser um assunto tabu

  5. Mi♥ says

    Será estranho eu ter tido exactamente a experiência oposta?
    O sexo pré-maternidade era bom, mas agora está muito melhor.
    A altura de gravidez foi o paraíso idílico do meu marido…
    Os primeiros meses, idem aspas. A coisa só esfriou um bocadinho entre os 6/8 meses depois do parto. Mas já regressou ao normal. E nem falo só da quantidade de sexo, mas da qualidade acima de tudo.
    O marido diz que, além das alegrias óbvias de se ser pai, esta foi uma das melhores coisas que vieram junto!

  6. Josi says

    Só ao fim de 3 anos e meio é q o meu corpo voltou á normalidade!
    è claro que n foram 3 anos sem sexo mas foram 3 anos em que pensava que estava alguma coisa errada cmg…
    O marido é Marido , Amigo e Pai! Esteve e está la para tudo! 😉

  7. Tânia says

    Catarina li este texto e revi-me! É uma altura complicada mas acredito que não é apenas mental/psicologicos e sim hormonal pois a gravidez inteira não houve muita vontade e no pós parto e restantes meses (ainda se contam apenas 18) mesmo que haja vontade pouca que seja existe sempre um enorme cansaço. Ainda hoje, sozinha e em pensamento e a jeito de monologo interior pensava o porque de isto nos estar a acontecer…logo eu que sem pre fui tão voraz! Melhores dias virão

  8. Tânia says

    Catarina li este texto e revi-me! É uma altura complicada mas acredito que não é apenas mental/psicologicos e sim hormonal pois a gravidez inteira não houve muita vontade e no pós parto e restantes meses (ainda se contam apenas 18) mesmo que haja vontade pouca que seja existe sempre um enorme cansaço. Ainda hoje, sozinha e em pensamento e a jeito de monologo interior pensava o porque de isto nos estar a acontecer…logo eu que sem pre fui tão voraz! Melhores dias virão

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