Maternidade

Não é um post de lamento.

Eu acho que já escrevi isto mas eu tenho sono. Tenho mesmo muito sono. Faço contas mentais, recorrendo à minha memória de elefante, e não me lembro de dormir como-se-não-houvesse-amanhã há cinco anos. A Primavera de 2002 trouxe-me a terceira operação do meu pai e essa sensação de nada poder voltar a ser como antes ainda que tentemos negar. Depois das noites mal dormidas com a imagem do homem da minha vida doente vieram as noites com a angústia das lágrimas da minha mãe e a minha existência incrédula. E depois tentava perceber se chorava de tristeza ou de ansiedade pela barriga que crescia, o que queria e o que não queria. As noites passaram a ser do meu filho e dos horários dele. E agora eu queria fugir e dormir muito mas quando os dias são vazios tenho saudades do cheiro a bolachas Maria. Tenho sono. Mas (e um mas muda tudo…) tenho sono mas sou feliz.

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