Sushi na gravidez. Sim ou não?

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Vamos falar sobre sushi na gravidez. Eu sou louca por sushi por isso pedi ajuda à minha médica Drª. Filomena Nunes para responder à questão. 

Uma dúvida comum que as grávidas têm em relação à alimentação, mas a resposta não é direta, por isso primeiro, confiem na opinião da vossa/o médica/o. Existe alguma confusão do sushi com a toxoplasmose. Nada relacionado, a não ser que as peças venham em cima de folhas de alface ou tenham fruta não descascada ou mal lavada.

No entanto existem outras questões relevantes. – A questão do mercúrio em peixes de maior porte, como o atum fresco, põe-se na gravidez e não só. É uma questão importante mas em que os dados mostram que as quantidades são mínimas. 

  • Mais relevante! O peixe e o marisco cru podem transmitir vírus, bactérias (salmonelas) e parasitas. A forma mais segura de eliminar estes micro-organismos é cozinhar os alimentos, que também podem ser evitados pelo congelamento. Daí sugerirem que podem comer sushi desde que feito com peixe previamente congelado. Estes vírus e bactérias habitualmente dão sintomas localizados ao aparelho digestivo da mãe e não têm consequências para o bebé. 
  • Existe outra infeção causada por uma bactéria chamada listeria. É muito rara, desde que começaram a existir cuidados de segurança e higiene alimentar, entre 0,1 a 2 casos por cada milhão de habitantes por ano. O problema está em duas particularidades, primeira, apesar de pouco frequente, a infeção pode ser grave, especialmente em imunodeprimidos (a gravidez condiciona um certo grau de imunosupressão) e nos recém-nascidos, e segunda particularidade, ao contrário de outras bactérias alimentares, a listeria sobrevive e multiplica-se em baixas temperaturas, portanto resiste ao congelamento. A listeria pode ser transmitida pelo consumo de alimentos contaminados, de origem animal e vegetal, processados ou não; e da mãe para feto.

Ou seja, comer sushi na gravidez, implica que se percebam quais as questões e alertas importantes! Uma relação de confiança entre o/a obstetra e a grávida deve permitir sempre avaliar estas e outras questões de forma a ser possível tomar decisões esclarecidas.

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