Relações

febre e memórias [título repetido]

ontem, no instagram, comentavam que tenho estado muitas vezes doente. na verdade, isto desde setembro tem andado chato (e que seja sempre assim, apenas “chatices”). na verdade, isto sempre foi assim, eu sou a miúdas das febres. já escrevi sobre essas memórias. na verdade, sou igual ao meu pai – eu chegava a casa com febre e passado poucas horas ele ficava doente. cuidava de mim na mesma mas eu sabia quando cheirava a febre. esta noite quando o A. me chamou e o levei à casa de banho, enquanto tremia de frio, ele encostou-se a mim e disse: já passa mãe. é bom poder ter dias maus. deitar-me na cama e fechar os olhos, tapar-me porque me dói o corpo. não é uma coincidência, estou muito mais maricas desde que casei. ainda bem. esta noite tive um enorme pesadelo e acordei aos gritos, a chorar. deve ter sido a primeira vez, desde que o meu pai morreu, que pedi: não sais de ao pé de mim. estar com febre e poder ser maricas é muito bom. tinha saudades disso.

 

(a música, a música era a preferida do meu pai.)

Comentários (2)

  • <3

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  • Beijo mais maricas do mundo 🙂 não fosses tu a primeira pessoa a chamar-me maricas, uma característica que assumo com o maior carinho a par da minha precipitação e brutidão quando me zango.
    Uma noite acordei a gritar, com um susto imenso no peito. Abracei-me a ele. “não me largas” disse <3
    Melhoras rápidas querida Catarina.

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