A história que fez nascer o Amar o Corpo

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Hoje trago-vos a minha história. Se andarem perdidos nos arquivos deste blog conseguem ler tudo. Foi assim, daquilo que vivi e do lugar onde cheguei que nasceu um sonho. A sua concretização chama-se Amar o Corpo.

Em 2013, era mãe solteira de dois rapazes e tinha decidido que nunca mais viveria uma história de amor. Acreditei que dessa forma podia protegê-los. Num determinado ponto percebi que era apenas mãe e quis ser também mulher. Fiz uma dieta restritiva, comecei a treinar e perdi cerca de 15 quilos. Foi uma viagem de auto-descoberta. Sentia-me capaz de controlar o mundo, assim como controlava aquilo que comia.

Nos bastidores existia uma mulher que continuava a ver defeitos ao espelho e para quem nenhum quilo perdido era suficiente. Pesava-me várias vezes ao dia. E, quando acordava, se visse 56,9kg ficava feliz, se a balança marcasse 57,1kg ficava frustrada. 

A vida continuou, nesta estrada cheia de curvas, contra curvas, lombas de aviso e rectas com vistas maravilhosas: casei, fui mãe outra vez, vi os meus filhos crescerem. Passei uma gravidez saudável atormentada porque o corpo mudava mas dei tudo num pós parto que me colocou onde determinei ser o lugar certo. Foi nesse número em que supostamente devia sentir-me maravilhosa que vivi os piores meses da minha vida. Assim que tudo isso começou a resolver-se o corpo recuperou todos os quilos perdidos e mais algum.

Em Janeiro de 2016 pesava 75 quilos, valor que foi flutuando na adaptação à medicação anti-depressiva que fui obrigada a fazer. Em Janeiro de 2016 sentia-me uma falhada, envergonhada por ter “voltado a engordar”. Iniciei um processo terapêutico muito poderoso e percebi que eu era muito mais que aquele número. Este corpo estava saudável e treinava. Este corpo transportava as minhas ideias, sonhos e ambições. Este corpo guardava as minhas lutas. Este corpo era lindo, independentemente do peso e da fase da vida. 

A minha história de vida fez-me estudar mais para poder ajudar outras mulheres. E a propor à psicóloga Cristiana Santos que levássemos essa viagem poderosa ao mundo. 


Eu sei o que sente uma mulher que detesta o corpo.

Eu sei como é cansativo viver e função de um número na balança. 

Eu quero que todas as mulheres sintam a liberdade e a leveza de amar o corpo.

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