O Meu Diário

Por onde tenho andado? 

Faculdade. Por onde tenho andado nos últimos tempos?

Este espaço sentiu a minha ausência nos últimos tempos. Não tenho andado muito por aqui… Faltam aqui os posts pessoais que vão surgindo do coração para os dedos. Tenho falado mais no Instagram, onde é tudo mais imediato. Entre Março e este fim de semana completei o primeiro semestre do meu mestrado. Estou de volta à faculdade. Se em Março a ideia me pareceu brilhante, quando as aulas começaram pensei que tinha feito uma péssima decisão. Como conseguiria conciliar tudo?  Mas depois cada aula compensava todas as dificuldades.

Vou contar-vos uma história. Nunca consegui ser a melhor da turma. Eu queria, queria mesmo. Cresci a acreditar que essa era a
minha obrigação. A minha mãe, essa avó que agora me pede calma porque os seus netos podem ter um nota qualquer, se eu tivesse 99% num teste pergunta onde estava o “por cento” que faltava (já falei noutro post sobre esta contradição maravilhosa). Na primeira foi culpa do Telmo, depois da Ana Cristina (hoje pediatra brilhante) e até à faculdade nunca consegui ultrapassar o Carlos António (meu amigo para sempre). Ainda que fosse sempre a segunda, a terceira ou quarta melhor, acreditava que era assim mesmo inteligente.

A bem da verdade achava mesmo que compensava com inteligência aquilo que não tinha em beleza (eram esses os meus complexos). A entrada, para a faculdade, para o curso de economia com 18 anos destruiu o meu ego académico. Não era a melhor na faculdade Aliás era quase quase a pior da turma. Foram tempos que tiveram tanto de bom como de duro. Agarrei-me ao trabalho como forma de justificar a falha nas notas que nunca tinha visto. E ainda que tenha aprendido a saborear muitos 10 como se fossem 20 ficou por aqui a dor da frustração.

Sou uma defensora acérrima da terapia. Precisamos todos de Marie Kondo para a cabeça porque sozinhos não damos conta de tantas caixas. Mas também acredito que alguns acontecimentos da vida são terapias forçadas. Voltar a estudar tem sido um esfregar de crostas mal saradas com o remédio certo para que nasça pele nova. É tão bom. Apesar do cansaço, das crises de ansiedade, dos medos.

Como consegui conciliar tudo? Não consegui. Algumas coisas ficaram para em pause: os treinos diários, as horas de sono, os posts pessoais no blog.

E falta o agradecimento ao Pedro (pela força e pela presença), à minha mãe (pela rede), à Cristiana (por ser a melhor psicóloga) e à seguidora do Instagram que sabe quem é pela ajuda fundamental. Aos meus colegas e aos meus professores também.

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