Sonhos

Qualidade de vida

Será que se pode ter qualidade de vida?

Hoje almocei com os meus melhores amigos. Revi o meu melhor amigo da faculdade. Que não vi há muito tempo. Rimos e conversámos como se ainda ontem vivessemos na mesma casa. Aturando as músicas no repeat ou o insistente cheiro a gel de banho de côco.

“- Estás na mesma.” Foi o melhor elogio que alguém me podia ter feito. Especialmente hoje. Porque hoje o meu ego pequenino precisava que lhe recordassem como pode ser grande. Felizmente ou infelizmente a minha condição de parasita da sociedade (ou da conta bancária da minha mãezinha) permite-me usufruir de momentos de verdadeira qualidade de vida.

Conduzi pela marginal. Ninguém imagina como eu adoro conduzir na marginal. Assim com a música muito alta enquanto vejo aquele mar. Parei numa das praias. Sentei-me numa esplanada. Sozinha. Respirei o mar, ouvi as ondas e acabei por dormecer ao sol. Acordei com a pele queimada mas com uma paz enorme e ao mesmo tempo com um sorriso.

Passei a ponte. Conduzir na marginal e passar a ponte são dois prazeres que tenho na vida. Insubstituíveis.

Hoje fui às compras. E assim como as calças couberam-me, as camisolas ficaram-me bem. Por isso senti-me bonita.

Ligaram-me para a segunda fase de um processo de recrutamento que eu quero muito e deste modo fiquei mais perto de conseguir o lugar.

Cheirei o meu filho. O seu cheiro é tal qual o doce cheiro a bolachas. Observei atentamente o sorriso do meu filho.

E ainda vi o meu sporting com os meus amigos.

Assim de facto pode-se ter qualidade de vida.

Contudo, não houve sexo. Mas não se pode ter tudo.

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Comentários (1)

  • N imaginas cm me revi na descrição do “prazer de conduzir na marginal”. Atrever-me-ia, até, a dizer-te para experimentares fazer o mesmo a ouvir xutos na companhia da Melhor amiga. na companhia daquela q canta, se engana e se ri disso ao mm tempo q tu. Até ao guincho. Com o céu esplendorosamente estrelado, então, torna-se mais-que-perfeito. Verão, noite/madrugada. vidros abertos, pés p cima do porta luvas (ela) braço esquerdo ofereçido ao vento (tu). Jorge Palma p arrebatar. *

    Adorei as tuas palavras. Todas.
    Um grande beijinho e um ainda maior Obrigado*

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