Maternidade

O que muda do primeiro para o terceiro filho (e dos 24 para os 40)

Filho. O que muda do primeiro para o terceiro filho (e dos 24 para os 40)

Tinha 24 anos quando fui mãe pela primeira vez. Provavelmente tive uma depressão pós parto que me pôs a ver bactérias pelo ar mas era uma miúda, tinha perdido o meu pai há menos de um ano, e sabia lá o que era isso.  Com 24 anos, um primeiro filho no colo, e uma empresa em falência, sofri com cada opinião que me deram.

Dormia mal por culpa minha, comia mal por culpa minha, tinha crises de asma por culpa minha. Talvez fosse sobredotado, autista, tímido. Era culpa da mama e da mãe, obviamente.

Fiz tudo como me foram mandando até dar um murro na mesa e decidir fazer como o meu coração de mãe mandava (mas já teria quase 30 anos quando isso aconteceu). Tinha 33 anos quando fui mãe do Afonso e jurei que não ouvia ninguém. Tornei-me fundamentalista nas minhas certezas como se isso nos protegesse do mundo.

Ao terceiro filho, e já tendo atingido este maravilhoso patamar dos 40, estou disponível para ouvir o que me dizem. Ainda que isso não mude coisa nenhuma. Sou menos animal mas cada vez mais instintiva. O melhor é que isso não serve apenas para a Maria Luiza, serve para os três. Sou pragmática e bruta mas só depois de ouvir esta coisa do coração de mãe (que se ouve tão melhor quando também deixamos que entre o coração — e a opinião — do pai).

Nota: a Maria Luiza ainda mama. A Maria Luiza dorme connosco, aliás dormimos todos porque agora só temos um quarto. A Maria Luiza teve um inverno dos 2 anos cheio de otites mas já foi observada e está tudo bem. Agradecemos à Osteopata e a este pediatra que foi fantástico na resolução da tosse alérgica da Maria Luiza. A miúda diz mais de 30 palavras, faz frases, responde a perguntas. Acredito nos médicos e nas terapias complementares. Acredito na atenção dos pais. E acredito no ritmo de cada criança. Porque é a terceira filha ou já tinha morrido de coração.

Publiquei este post no Instagram. Obrigada por todo o carinho.

Comentários (1)

  • […] quando nascer. A parte má é que compramos várias coisas completamente inúteis. Na verdade qualquer gravidez é como a primeira mas já conseguimos distinguir o principal. E sabemos quais é que são os produtos essenciais. Afinal, quais são as compras para recém […]

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