O Meu Diário

Voltamos a falar da casa nova. Que método de construção escolhemos?

método lsf

Há muito que não falávamos sobre isto: a casa nova. Tenho andado mais calada, mas a obra, como podem ver pelo Instagram, está a correr. Hoje vou falar-vos do método de construção que escolhi. Método LSF? Já ouviram falar?

Em primeiro lugar, vamos desconstruir a sigla. LSF significa, em inglês, Light Steel Frame e, em português, estrutura de aço leve. É ideal para construções de baixo peso e de pouca altura (atenção que é seguro, mas já lá vamos).

Antes disso, vamos ser mais concretos, sem entrarmos em detalhes de engenharia demasiado complexos: o que isto quer dizer é que, em vez do ferro e do betão, escolhemos para a estrutura da construção da nossa casa este método que tem como base o aço, aço esse que, em várias peças, é enformado e unido por parafusos, resultando em estruturas a que se dá o nome de perfis.

Vamos às vantagens.

1. E começamos logo pela mais importante: segurança. Nas estruturas mais tradicionais, o equilibrio é garantido por barras de ferro colocadas em pilares de cimento. Aqui, com o método LSF, a segurança vem do aço galvanizado, nos tais perfis e vigas, o que evita o cimento — daí também ser mais leve. Está distribuída por todo o perímetro da estrutura, tornando-a muito flexível e resistente a terramotos. É quase como se fosse uma gaiola — jaula, aliás.

2. Mais coisas boas: um excelente isolamento térmico, característica que é muito amiga do orçamento familiar e do ambiente. Isto é proporcionado pelo material exterior e interior que se utiliza (poliestireno expandido, gesso laminado e outros palavrões um pouco incompreensíveis), assim como as portas e janelas com vidros duplos. E se há isolamento térmico, há bom isolamento sonoro.

3. Falemos dos incêndios. Apesar do aço ser pouco resistente às temperaturas altas dos fogos, aqui essa desvantagem diminui bastante graças aos materiais utilizados no resto da construção, como o gesso, as fibras minerais ou ainda outro tipo de proteções. Além disso, é um bom investimento a longo prazo, porque é uma construção duradoura — de fácil reabilitação e mais barata do que a construção tradicional.

4. Isto de estar na expectativa de que tudo fique pronto custa, mas há aqui mais uma vantagem com o método LSF: é tudo mais rápido — os materiais são mais leves e, portanto custam menos a carregar, os sistemas de fixação são super funcionais e mecânicos, prescindindo-se, por exemplo, do tempo que o cimento demora a secar. São também utilizadas argamassas de secagem rápida, assim como formas de inserção de tubagens rápidas.

Contraindcações? Há algumas. Por exemplo: para edifícios altos não convém utilizar este método de construção (o máximo recomendável e seguro será para uma construção com dois andares, cave e sótão, o que é mais do que suficiente no nosso caso); e a abertura de vãos abertura de vãos também é limitada, porque pode pôr em causa a resistência da construção LSF.

 

E a propósito de casas, falemos ainda sobre o meu eterno sonho de viver numa comunidade. Está tudo neste post.

Comentários (5)

  • Um dia também gostava de construir a minha casa. Vou continuar deste lado para conhecer as tuas dicas 😉

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  • No bairro onde moro existem algumas casas contruidas com esse método, na altura não optei por esse tipo de construção porque ao visitar as obras detectei alguns erros na construção. Optei por outro método, construção em cimento mas com isolamentro exterior, não sendo necessário no meu caso o uso de ar condicionado. Hoje em dia não percebo porque as pessoas quando adquirem ou constroem casas não procurem estes métodos de construção, como por exemplo o LSF.

    http://umlisboetanocampo.blogspot.com/

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  • Há razões para continuar a preferir outro tipo de construção. O LSF, como bem explicado, é leve. Desta característica provém a desvantagem: falta de inércia térmica. Para quem não conhece o conceito, deixo o link para uma dissertação (https://sites.fct.unl.pt/sites/default/files/geotpu/files/construcao_sustentavel_-_propostas_de_melhoria_da_eficiencia_energetica_em_edificios_de_habitacao.pdf) e um extracto da mesma:
    “A inércia térmica corresponde à capacidade do edifício de contrariar as variações de temperatura no seu interior (…) Este é um parâmetro muito importante para o balanço térmico de um edifício, permitindo às estruturas envolventes funcionarem como reservatórios de calor e amortecedores térmicos, ou seja, contrariarem os picos climáticos exteriores, mantendo uniforme a temperatura interior [40].
    A inércia térmica é especialmente relevante em climas sujeitos a grandes amplitudes térmicas em curtos espaços de tempo, como é o caso do clima em Portugal, na medida em que permite uma maior estabilização das temperaturas interiores em relação às oscilações térmicas exteriores [64].
    A capacidade de inércia térmica depende de várias características como a massa dos elementos construtivos, o calor específico dos materiais e também a sua condutibilidade térmica (quantidade de calor por unidade de tempo que atravessa um dado material com espessura e áreas unitárias por unidade de diferença de temperatura entre as suas duas faces, determinando a permeabilidade de um material à passagem do calor).
    A inércia térmica dos edifícios é conseguida através da utilização de materiais pesados, como o betão, tijolos, rebocos, estuques e pedra. (…)
    Para optimizar o desempenho térmico do edifício deve-se conjugar a elevada inércia térmica dos elementos construtivos com a utilização de isolamento térmico.”
    Finalmente referir que “Poliestireno expandido” é normalmente referido como “esferovite”.

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