Maternidade

Um elogio às mulheres que não querem ser mães.

mulheres que não querem ser mães

No domingo, dia da mãe, escrevi aquilo que sinto às mulheres que não conseguem ser mães. Nisto de ser mulher e mãe há outros pontos que são fundamentais (e escreverei sobre todos). Hoje quero deixar um elogio às mulheres que não querem ser mães.

Há condições sobre as quais podemos dizer o que pensamos mas não aquilo que sentimos. Eu sou mãe. É essa a minha condição. Sempre quis ser mãe ainda que não tenha pensado muito nisso.  Não foi imediata a sintonia com este lado animal. Primeiro sufocou-me a ideia de ser essencial ao meu filho. Depois doeu-me. A seguir cansou-me.

Ser mãe é avassalador. É um amor único. Podia dizer que é maravilhoso mas tem dias. Ser mãe define-me. Verdade. Mas apenas porque eu sou mãe. Ser mãe não define uma mulher.

A vida de uma mulher pode ser absolutamente plena sem filhos. Existirão dias bons e dias maus, dias maravilhosos e dias péssimos. Como em todas as vidas. Repito: ser mãe não define uma mulher.

Assim como nenhuma das etapas que, algures, assumimos como normais. Tipo namorar, ter um emprego, casar, ter filhos. Assim, por esta ordem, como se isso garantisse a felicidade eterna. Eu, que fiz tudo ao contrario, com avanços, recuos e várias passagens pela casa de partida, garanto que estão errados.

Ser mãe define-me porque sou mãe. Ser mãe não define uma mulher (ou um casal).

Este é  um elogio às mulheres que não querem ser mães. Pela coragem de assumirem a sua vontade. Pela resistência aos inúmeros comentários e perguntas que devem ouvir. Pelo contributo para o respeito pela mulher como pessoa nas suas inúmeras capacidades.

Mulheres que não querem ser mães, sejam quem quiserem ser. Sem medo de preconceitos porque esses garantidamente é que não definem nada nem ninguém.

 

 

(Obrigada ao Pedro pelas fotos que nos vai tirando.)

Comentários (1)

  • Aplaudo de pé 🙂

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