Maternidade

No dia do pai e em todos os dias

dia do pai

Hoje é dia do pai. Ainda que implique com todos os dias especiais é sempre uma oportunidade para falar de alguns assuntos.

Ser o melhor pai ou a melhor mãe do mundo nem sempre significa que essas pessoas são o melhor marido ou a melhor mulher, o melhor namorado ou a melhor namorada.

Os meus pais discutiam. As discussões eram tensas e, em determinada fase da minha vida, causavam-me muita ansiedade. Um dia disseram-me uma frase que me mudou: “é o teu pai e a tua mãe, não é o marido da tua mãe e a mulher do teu pai”.

Aproveito este dia para pegar no título da entrevista ao psicólogo Eduardo Sá. “Divórcio é a coisa mais violenta que se pode dizer a um filho”.

Atenção: em nenhum momento o psicólogo defende a manutenção de um mau casamento. Mas diaboliza a palavra divórcio e eu discordo profundamente.

Há tantas coisas tão mais violentas para os filhos. Violento é um mau casamento. Violento é, naturalmente, um mau divórcio em que os filhos são usados. Violento é ser infeliz.

Num momento em que falamos tanto sobre as mulheres que ficam num casamento violento (às vezes até ser tarde demais, às vezes depois de perdoarem tantas vezes “em nome do casamento”), não seria importante tirar esse peso de culpa ao divórcio?

Ficar num casamento só pelos filhos?  Que filho quer esse peso, essa responsabilidade. Filhos querem pai e mãe felizes. Filhos querem isso: pai e mãe, mãe e mãe, pai e pai, com namorado, com namorada, sozinhos, casados, solteiros. Filhos querem amor e respeito. Respeitar um filho passa por dar-lhe o ambiente mais sereno e feliz possível.

Com bons casamentos e bons divórcios.

Com espaço para cada mãe ser mãe. E para cada pai ser pai. Exactamente com as mesmas obrigações e os mesmos direitos.

No dia do pai e em todos os dias: pai faz as coisas tão bem como a mãe.

Comentários (1)

  • Parabéns! Verdade

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