Tendências

Casa nova: cintos apertados, vamos descolar!

casa nova

Este blog é o meu diário. Nuns dias com um registo mais íntimo, noutros mais informativo. Festejar, chorar, comunicar, desabafar. Tanta coisa. Hoje escrevo sobre a casa nova.

Comecei aqui quando estava desempregada e tinha um filho pequeno (em modo mãe solteira). De modo mais ou menos regular foi aqui que escrevi sobre as minhas gravidezes, os meus filhos, as minhas paixões, os meus encontros e desencontros no mundo do trabalho. É mesmo assim, o meu diário.

Tenho quase quase 41 anos, sou casada e mãe de três filhos.

Os meus 40 anos foram marcados por uma sensação estranha e saborosa de estabilidade. Não falo sobre dias iguais ou rotinas (ainda que as adore). Falo de uma sensação de calma, de sentir que as coisas estão não lugar certo.

A idade ajuda (claro que ajuda) mas para essa calma contribuiu (muito) um ciclo de terapia com recurso a uma coisa que se chama “reprogramação” (ou algo muito parecido mas se quiserem saber certinho é falar com a minha psicóloga Cristiana Santos).

Aos 40 anos, depois da morte do meu avô, senti que tinha de voltar para casa. Assim em sentido literal e figurado. Numa metáfora que significa “voltar para o colo da minha mãe”.

Afastei-me de Almada aos 29 anos. Na verdade foi uma ruptura com a minha adolescência. Foi um luto em relação ao meu pai. Uma espécie de emancipação. Não queria depender da minha mãe. Acho mesmo que as duas precisávamos de espaço depois de tudo o que aconteceu com a morte do meu pai. Foram vários e estranhos recomeços.

Foi um ciclo. Senti-o a terminar desde os meus 39 anos. Naqueles dias que passei ao pé da minha mãe, no Verão, foi evidente. Tive sorte. O Pedro acompanhou as minhas sensações. As etapas dos miúdos permitiam esse plano. O terreno certo surgiu.

O resto vocês já sabem (e se não sabem é porque não têm visto os vídeos e acho muito mal – mas podem ir ver aqui e  aqui).

O registo tem sido feito em modo brincalhão mas esta é uma aventura importante e séria. Construir é uma casa é um projecto cheio de significado.

Comovi-me quando colocaram a placa e percebi que agora é que era. A obra vai começar. A viagem para a nossa casa nova.

Fui pedindo muitos contactos no Instagram e avisei que não iria partilhar todos porque fazer publicidade a algo que não conheço não faz sentido (imaginem que falava de uma empresa de construção que depois enganava alguém).

Nesta aventura não há publicidade. Há algumas parcerias que pedi às marcas que contratei para que ficasse tudo registado. Eu e o Pedro queremos fazer um filme com a história da casa.

As empresas e contactos que vos for deixando são as pessoas com quem estou mesmo a trabalhar (e a quem pago, caro leitor que achou que eu estava à espera de construir uma casa de borla. Era bom, era!).

Estou cá para dizer bem e dizer o menos bom (espero que não seja necessário!). Assim quem estiver a pensar fazer o mesmo tem aqui um guia.

Tipo, eu faço os (meus) Descobrimentos e vocês têm o caminho facilitado. Pronto, na verdade ninguém descobre nada (nem os portugueses descobriram o Brasil porque já lá existiam pessoas) mas podemos ter essa ilusão.

Cintos apertados! Vamos seguir viagem para a casa nova!

 

Arquitectura e equipa de construção – Quadrirâmica
(Sim, cheguei a eles por uma referência no Instagram e até agora tudo a correr muito bem.)

Painéis solares e chão radiante – WAE
(Contacto da Quadrirâmica mas depois de falar com o Eng. Nuno Mota fiquei com a certeza absoluta que tinha sido uma excelente escolha.)

Janelas – My Window
(Google e uma amiga. Tenho como grande objectivo fazer render todo o meu investimento e ter uma casa energicamente amiga da nossa carteira.)

Clubismo à parte porque tenho amigas em várias imobiliárias nós compramos mesmo o terreno pela ERA! 🙂

Comentários (1)

Escrever um comentário