Maternidade

Mães super mulheres. Andrea, qual é o teu super poder?

super mulheres

A Andrea, do blogue “Andrea This is Me” é uma super mulher. Mãe de três, incluindo gémeos — o Matteo, 8 o Federico, 8 e o Vasco, 2 — é arquiteta, content creator, brand coach. Com 39 anos, tem esta capacidade incrível de se desdobrar em várias para conseguir gerir a vida, sem deixar de fazer aquilo que gosta, sem deixar de ser bem-disposta. É feliz, gosta dela, gosta de quem está à volta dela. Pragmática e ninja, é a que vai estrear esta nova rubrica, sobre mães, super mulheres, com super poderes.

Qual foi a lição mais valiosa que a maternidade lhe deu?
A noção de humanidade, do querer bem a outro mais do que a nós próprias.

Há tantas coisas boas. Mas nem tudo é fácil nisto de ser mãe. Qual é o lado mais duro da maternidade?
Terá que ser o de não conseguirmos tudo. Sou super organizada e metódica e o caos de uma casa com filhos fez-me e faz muita confusão. Fico ansiosa e não quero que os miúdos o percebam. Adoraria que não me transtornasse como transtorna, mas é uma aprendizagem diária para conseguir não me stressar com isso.

E do que tem saudades do tempo em que não é que era mãe?
Tenho verdadeiramente saudades de não ter horários, de não ter ninguém que dependa de mim para resolver, tratar, fazer, buscar etc. Não sinto falta do dormir, mas de acordar cedo e, em vez de tratar de mil coisas para os outros, sair e ir e só voltar quando quiser.

Nome: Andrea Idade: 39 anos Filhos: Matteo e Federico, 8, Vasco 2 Profissão: arquiteta, content creator, brand coach

Qual é que foi o maior desafio do pós-parto?
Eu tive duas experiências muito diferentes de pós-parto. Uma com gémeos, em que tudo correu lindamente, mas onde o cansaço e falta de sono fizeram mais estragos do que outra coisa, onde estive em piloto automático durante os primeiros três meses — recuperar a energia foi difícil, embora tivesse os bebés mais queridos. Já com o terceiro filho — ele impecável e onde não senti falta de sono praticamente — tive uma amamentação difícil e alguma dificuldade em lidar com o sentir-me inútil, em não conseguir dar tão bem de mamar… mas dei, seis meses de dor, mas dei. Ele crescia a olhos vistos só por minha causa. Apesar da dor, do sangue, do choro, valia a pena. Nos gémeos, dei 9 meses de mamar a cada um e como devem calcular tinha isso bem presente na cabeça… para o bem ou para o mal.

Qual é que é o seu truque para gerir o caos em casa?
O meu truque é gerir e pronto! Se me canso? Sim claro. Se me apetece às vezes gritar com todos e ameaçar ir embora? Apetece. Mas a gestão também tem muito de mãe. Não sinto que a sociedade exija de mim isto, sou eu que exijo, que preciso até, talvez. O meu lado super organizado precisa disto. O meu marido zen ajuda-me a não me tornar paranóica!

Por último, qual é o seu super poder?
Acredito que seja ser mãe. Sem dúvida. Se há trabalho que dê trabalho é esse. Se há trabalho que justifique dar tudo de nós, é este mesmo. Ser mãe, acima de tudo, é não ser egoísta, é não estar sozinha e demasiado concentrada no que não faz falta. Ser mãe ajuda-nos a perceber que o mundo é para ser dividido entre muitos e lembra-nos todos os dias que alguém nos adora, apesar dos falhanços e péssimas tentativas de arrumar a casa… Agora já só arrumo para as visitas! Não acho que as mães possam tudo nem, devam tudo. Mas educar outro ser humano é de se lhe tirar o chapéu!

 

E se falamos em super mulheres com super poderes, temos de relembrar a história da Marisa Barroca!

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