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É tempo de dizer adeus ao plástico!

Plástico. É tempo de lhe dizermos adeus. Já sabemos o que ele faz

Durante muito tempo fui daquelas pessoas que, sempre que ia às compras, comprava sacos de plástico novos. A rotina de levar de casa, mesmo quando se começaram a pagar (e atenção que eu tento ser a rainha da poupança), custava a encaixar. Foram anos e anos sem esta possibilidade e nós somos bichinhos de hábitos.

Mas esforcei-me e consegui, principalmente quando percebi o impacto que a quantidade absurda de plástico que usamos tem no ambiente. Agora, sempre que vou às compras, levo comigo um saco, preferencialmente daqueles de pano.

Criar este compromisso de redução de utilização de produtos de plástico é urgente, fundamental, essencial, obrigatório. Num mundo em que a sustentabilidade está na ordem do dia (por erros cometidos, durante anos e mais anos, que levaram a este cenário caótico de desperdício, escassez de recursos e poluição), devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance. É a redução de danos, a chamada minimização de riscos.

E além disso, nada como matar o mal pela raiz, a partir de Agosto já não há sacos de plástico no meu LIDL.

Mas não é só! Esta é apenas uma iniciativa do “A Caminho do Amanhã”, um conjunto de iniciativas do LIDL para uma postura socialmente responsável.

Outros exemplos?

Também a partir de Agosto, artigos de plástico descartáveis, como copos e pratos, vão desaparecer das mais de 250 lojas presentes em Portugal. A alternativa passa a ser feita em material reciclável, em que a empresa está a trabalhar junto de outros fornecedores. Na segunda fase, vão desaparecer as palhinhas e talheres. A ideia agora é escoar o material para que possa ser substituído (acho muito bem porque o ambiente também não quer desperdício).

A redução no tamanho das embalagens de café também foi uma das medidas. Passaram a ser mais pequenas, bem como o próprio invólucro das cápsulas.

As embalagens dos frutos secos seguiram o mesmo caminho, com embalagens mais pequenas. Além disso, é sempre possível comprar a granel.

As embalagens dos têxteis passaram a ser todas de cartão (as de roupa dos miúdos já são).

Em 2025, 100% das embalagens de marca própria passem a ser fabricadas com materiais reciclados – o que vai ao encontro da estratégia europeia para os plásticos apresentada recentemente pela Comissão Europeia.

Outras coisas importantes de que já tinha falado porque são produtos que consumimos imenso cá em casa: o Lidl foi o primeiro retalhista em Portugal a ter a totalidade da sua oferta de bacalhau com a certificação MSC e a abolir a venda de ovos de galinhas de gaiola.

Fico muito orgulhosa porque o lugar onde faço compras tem preocupações coerentes com os meus valores.

Sobre a foto, Maria Luiza comprou estas tintas no Lidl e trouxe num saco de pano. Não de plástico.

 

E, já que falamos em plástico e sustentabilidade, será que sabem o correto significado dos prazos de validade?

Comentários (4)

  • Também deviam acabar era com o tabaco, desculpem fumadores…mas beatas nas areias é vergonhoso…estão preocupados com um saco enquanto fumam e deitam para o chao….

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  • Bom dia,

    D. Catarina,

    Não podia deixar de manifestar todo meu desagrado e estupefacção pelo conjunto de comentários e afirmações feitas de uma forma tão superficial, incorrecta sobre o material plástico… contribuindo para a campanha de desinformação que tem sido levada a cabo nos últimos tempos… como “bloguer” de comunicação e influência da opinião pública é suposto falar-se com conhecimento de causa… Afirmações como: “A alternativa passa a ser feita em material reciclável, em que a empresa está a trabalhar junto de outros fornecedores”, deverei depreender que as autora não faz ideia que o plástico é 100% reciclável? Sejamos sérios e responsáveis… A poluição dos oceanos existe, mas a sua principal contribuição provém de países asiáticos e africanos onde não existem sistemas de recolha de resíduos eficientes… A autora referiu que ficou contente por as embalagens dos têxteis passarem a ser todas de cartão… Lamento informar mas diversos são os estudos que revelam que a ausência ou a substituição dos plásticos por outros materiais alternativos teria como efeito directo aumentos no consumo de energia, de água, de emissões de gases de efeito de estufa, do peso global dos resíduos ao mesmo tempo que contribuiria largamente para o desperdício alimentar… Muitas das alternativas veiculadas têm uma pegada de carbono muito superior. Eu por exemplo quando compro um saco de plástico sei que quando chegar a casa, o mesmo será um saco para colocar o lixo, tendo uma reutilização. Sei também que no seu fim de vida depois de ser reciclado dará origem a outro produto, poupando recursos. O problema do plástico é comportamental! Devemos penalizar comportamentos e não os materiais. Falta conhecer o outro lado da história, a Verdade da Mentira.

    A sua disposição

    Amaro Reis

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  • Olá Catarina, um assunto bem importante. Também escrevi sobre isso aqui https://oqueaconteceemoeirasficaemoeiras.wordpress.com/2019/02/14/ser-sustentavel-reducao-do-plastico/
    E ando sempre atenta a como posso mudar comportamentos, reduzir desperdício. Boa partilha!

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  • […] do plástico é uma das grandes causas. Retroceder só depende de nós e da adoção de hábitos que, somados e em conjunto, são capazes de reverter este cenário. Precisamos de uma mudança de […]

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