Maternidade

O Pai Natal existe? – todas as respostas (possíveis)

A idade dos porquês e das questões difíceis. Como nascem os bebés, a primeira “pergunta pânico” em que queremos fugir com uma resposta muito mais ou menos (mas não podemos!). O Pai Natal existe, a segunda. Bom, na verdade depende. Cá em casa não existe esse problema: é um não assunto. Na verdade o Afonso achava que existia mas nunca atribui as prendas ao homem das barbas. Cada família com as suas crenças e costumes e tradições de Natal.

Mas eu sei que grande parte dos miúdos acredita no senhor que entrega os presentes (o papel dos meus passa só por respeitar). Aos pais que empurraram com a barriga esta fase e aos que ainda a estão por receber, deixo-vos umas pequenas dicas que podem, eventualmente, ajudar (foram todas encontradas neste artigo de quem percebe mais que eu). É bem provável que o momento do “só quem é bebé é que acredita no Pai Natal” chegue mais cedo do que o esperado. A culpa é do Google.

 

O Pai Natal existe? Vamos por idades, que é mais fácil.

Dos 1 aos 3

O mais provável é que não vos perguntem coisa nenhuma. Aliás… Chamam-lhe Pai Natal e nem lhe reconhecem o sentido de existência. Dá presentes? Então tudo bem e adoram-no.

 

Dos 4 aos 6

Nível de perigo aumenta. Começam a avaliar o que os rodeia. É uma boa altura para sermos nós a tentar perceber se eles têm questões ou se estão indecisos com alguma coisa. É aqui que compensa investir naquelas encenações cheias de rigor no noite de Natal.

 

Dos 7 aos 11

Deve ser por esta idade que a pergunta acontece. O melhor a fazer é serem honestos, verdadeiros e principalmente reconfortantes. Tornar a conversa prazerosa, aberta. Deixá-los fazer perguntas e dar as respostas mais sinceras. Explicar que o mais importante de tudo é perceber que esta época é importante pela partilha, pelo amor, pela família, pela magia. Que, de facto, esta “pessoa/personagem” existiu com outro nome mas que, como eles devem calcular, não consegue ser ele a entregar os presentes a todos os meninos do mundo, bem como a adivinhar o que cada um gostava de ter.

Explicar que são as pessoas que, por se gostarem, o mostram através dessa troca de bens materiais e que o Pai Natal é apenas uma representação humana de uma mensagem de bondade. A ideia de Pai Natal não tem obrigatoriamente de desaparecer com o mito. Afinal, ele é um símbolo de coisas boas que pode ficar.

 

Maiores de 12

Aqui surge a preocupação de estes mais velhos estragarem a magia nos mais pequeninos. Nada que uma conversa não resolva. “Como te sentias se fosse assim que tivesses descoberto que o Pai Natal não existe?”. Façam-nos perceber que passa tudo por uma questão de respeito, tempo e maturidade.

 

Saber respeitar e praticar a bondade, essa é a principal mensagem. Ou arrisquem: digam-lhes que é um jogo de “fazer de conta” que muitas famílias jogam. E eles que escolham se querem jogar ou não…! Brincadeiras à parte, a desilusão só chega se a mensagem for passada de uma forma infeliz e bruta.

O Pai Natal existe? Que estes dias sejam muito mais que isso.

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