Relações

Isso do amor violento não existe. Violência não é amor.

amor violento não existe

Ontem foi registada a 25.ª vítima mortal de violência doméstica registada em Portugal desde o início do ano. O homem esfaqueou mortalmente a vitima na residência na qual viviam com os dois filhos menores. A filha de 11 anos já tinha alertado a GNR… Espero que não seja o destino da mulher espancada quando estava grávida, depois de várias queixas. O companheiro saiu em liberdade. Escrevo e repito: isso do amor violento não existe. Violência não é amor.

Eu sei que não devia ver os vídeos que aparecem. Eu sei que devia desviar os olhar quando as imagens passam na televisão. Mas hoje não aguentei. Estou agoniada desde que vi aquela mulher (grávida), deitada no chão, com a cara tapada, naquele pânico silencioso, depois de ter sido (mais uma vez) espancada por uma besta. Não questiono porque está com aquela besta. Já passei por isso. Já apanhei e achei que era culpada. Já desculpei, uma, duas, três vezes. Era uma miúda. Cresci sem qualquer exemplo de violência. E aceitei. Até ao dia em que consegui libertar-me e ver as coisas como realmente eram. Estou agoniada porque imagino a dor, mais do que a física, conheço a dor da vergonha, da humilhação, das dúvidas, do medo. Eu sei que devia ter desviado o olhar, mas às vezes é preciso olhar e falar. Para que nenhuma outra mulher (ou homem) aceite. Porque “a culpa de uma agressão nunca é da vítima.”.

 

Leiam este post. Apesar das excepções acredito que uma parte muito importante passa pelos valores de respeito que ensinamos.

Carta aberta aos meus rapazes.

Há por aí muitas campanhas sobre violência doméstica. Vocês sabem que, se um dia batessem numa mulher, não teriam qualquer desculpa. Nem o meu amor – que, sendo incondicional, tem valores. Mas sabem, não se fala muito nisso mas há mulheres que batem nos homens, dizem que perderam a cabeça, que a culpa é vossa. Uma mulher não pode bater num homem, mesmo que tenha muito menos força. Uma mulher não pode dizer o que lhe apetece porque está com ciúmes – a isso chama-se violência psicológica.

 

Digo e repito: Isso do amor violento não existe. Violência não é amor. Nunca!

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