Maternidade

Como ensinamos aos miúdos os princípios do respeito?

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Já falámos aqui no blogue sobre castigos e sobre como lidar com birras. Nisto de castigar fica sempre a faltar a componente pedagógica. Castigar pode evitar que se repetiam situações semelhantes, mas da forma errada: o que motiva a mudança é o medo e não os princípios incutidos. Então, como é que ensinamos aos miúdos os princípios do respeito?

Dar ordens por dar ordens não funciona, em circunstância nenhuma, independentemente da idade, crianças incluídas. “Foste mau, agora não brincas” pode parecer educar, mas não é (e atenção, que isto é a minha opinião). Há outras estratégias para ensinar aos miúdos o que é o respeito e como se devem seguir as regras. Podem dar mais trabalho e exigir paciência (porque mandá-los calar ou dizer-lhes para irem para o quarto pode ser mais fácil e tentador, porque há mesmo momentos de cansaço e desespero), mas deste método nascem mais frutos, valores importantes que se guardam para a vida.

Berros geram mais berros e, por isso, a calma é um dos pilares fundamentais nesta batalha difícil que é educarmos os miúdos o melhor que conseguimos. Mas é só uma. Deixo aqui mais quatro dicas em que acredito, muito bem esquematizadas no “Parenting for Brain”.

 

1. Manter a calma
Já falei disto no meu manual para lidar com birras. Mas isto serve para tudo. É preciso entender que por vezes os miúdos não sabem que estão a fazer coisas erradas. E tendo em conta que berros só geram mais berros, o truque é manter a voz num tom normal e a calma.

 

2. Identificar a causa
Parar e perceber o que é que não está bem. É normal os miúdos reagirem mal quando alguma coisa lhes falta ou quando alguma coisa não está a funcionar. Ainda não reconhecem a gravidade ou a importância das situações, ou simplesmente não conhecem as palavras ou os termos para se explicarem. É esse o truque: identificar a causa e explicar à criança como é que se há-de expressar, em vez de apenas repreendê-la.

 

3. Respeito gera respeito
Não se ensina respeito com desrespeito. É importante olhar para as crianças como tal, mas entender que são pessoas com preferências próprias. É fundamental ensiná-las e guiá-las, mas respeitar a sua liberdade em algumas situações, quando não correm o risco de se magoar ou de magoar os outros.

 

4. Disciplina positiva
Era aquilo de que falávamos. Usar a disciplina para ensinar e não para punir, mesmo quando fazem asneiras. Erros não têm idade (cometem-se com 6 ou 50 anos), portanto não há necessidade para sermos crueis. Basta perder mais algum tempo a ensinar e a explicar. Saem todos a ganhar.

 

5. Ser capaz de pedir desculpa
Assumirmos os nossos erros é crucial para eles aprenderem o sentido da responsabilidade. Os pais são modelos e os filhos tendem a seguir os seus exemplos. É uma luta pessoal porque fui aprendendo ao longo da vida a pedir desculpa (e a vida é tão melhor assim).

Comentários (1)

  • Muito interessante o site do “Parenting for Brain”, obrigada. Pode partilhar mais!

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