Maternidade

Ainda sobre o tempo que passamos a olhar para o telemóvel…

tempo que passamos a olhar para o telemóvel

Ainda sobre o tempo que passamos a olhar para o telemóvel (o post de ontem) recebi este comentário:

Olá Catarina, sigo o seu Instagram há pouco tempo e há menos tempo o blog e gosto da forma simples e descomplicada com que aborda as vicissitudes da vida, quando 90% das pessoas faz um drama. Este assunto está longe de ser novo, agora as coisas são muito mais mediáticas e rápidas, pois os miúdos vêm “quitados” com ferramentas que antes não tinhamos. Mas a verdade, é que esta “polémica” e drama à volta das novas tecnologias não é nova é apenas novidade. Ou seja, as distrações parentais que podem gerar vicio nos filhos sempre existiram e ainda existem hoje, mas tornaram-se banais. Quantos pais vimos descurar os filhos porque estavam a ler o jornal, ou a maltratar um filho porque estava a brincar feliz durante o relato do futebol. Quantas mães não afastaram os filhos para o lado com a febre das telenovelas???? Hoje não é diferente de há 30 anos atrás, apenas as distrações são diferentes. A diferença reside, como sempre residiu, na sapiência e carater dos humanos-pais para equilibrar todas as actividade para que um filho cresça de mente aberta e saudável.
Não esqueçamos que vivemos num país onde se fala muito, mas no que toca às diferenças de estilos de vida as mentalidades mudam devagarinho. Há uns meses atrás mudei-me para a cidade onde nasci e onde residem os meus pais e outros familiares, por questões que sairam do meu controlo tive de ficar temporariamente em casa da família, mas quando finalmente consegui casa lá mudei. Porém os comentários não deixaram de ser ridículos, a questionar para que iria eu viver sozinha (note-se que tenho 38 anos e sempre fui independente) afinal estava solteira….. e a cidade onde moro “parece” muito evoluída. Sou grata pelo papel que cumprem juntem da sociedade, ao contribuir para mudar consciências. Pois muitas consciências ainda parecem viver na idade da pedra.

 

É isto mesmo: Hoje não é diferente de há 30 anos atrás, apenas as distrações são diferentes. A diferença reside, como sempre residiu, na sapiência e carater dos humanos-pais para equilibrar todas as actividade para que um filho cresça de mente aberta e saudável.

Falamos das tecnologias porque são a realidade actual e não porque são um problemas maior que todos os outros. São etapas de cada geração.

A minha avó zangava-se com a minha mãe porque lia demais. Porque para a minha avó não fazia sentido ficar até de madrugada agarrada a um objecto com que ela não tinha tido relação.

E voltando à minha mãe, e à frase que resume tudo: liberdade e responsabilidade são faces da mesma moeda.

 

 

Ainda sobre o tempo que passamos a olhar para o telemóvel ficam as regras cá de casa:

– primeiro que tudo percebendo que é natural na geração deles (é próprio destes tempos e não deles), que não podemos criá-los num ambiente protegido ou “irreal”;

– tento ser um exemplo e, como trabalho com recurso ao telemóvel e ao computador, largar quando eles chegam a casa;

– criando regras: há momentos em que temos mesmo que desligar e ponto final [como é o caso das refeições e dos momentos em que estamos a conversar, olhos nos olhos;

–  criar regras não basta, é preciso criar alternativas, mostrar que o tempo sem tecnologias sabe bem.

– tentando não usar a tecnologia como castigo ou prémio porque vejo com um entretenimento ou um instrumento de trabalho, como outro qualquer.

– acredito que as tecnologias não têm que ser sinónimo de isolamento porque podemos estar ligados mas partilhar e conversar sobre aquilo que estamos a fazer e a ver on-line.

 

E por falar no tempo que passamos a olhar para o telemóvel, já nos seguem no Instagram?

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