recomeçar: a maravilhosa capacidade do reset

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A Maria Luiza não sabe dormir sestas e, com sono, fica refilona, e cada vez mais refilona até proporcionar uns finais de dia bastante barulhentos. Reparem que tentei escrever isto sem a palavra choro mas posso reformular de uma forma mais directa: a Maria Luisa não dorme durante o dia e chora (bastante alto acrescente-se). Há alturas em que estou mais tranquila e mais resistente ao choro mas noutras aquilo entra na cabeça e parecem martelos. Nesses momentos – que parecem eternidades com contornos de tortura – penso no cansaço que sinto, fico de mau humor, refilo [para dentro porque o Afonso não admite a menor crítica à irmã], questino-me sobre o posso estar a fazer errado, “estou farta”, “não aguento”, e outras coisas dentro do mesmo registo. Depois ela para, porque abre os olhos e faz um sorriso imenso, ou porque adormece e põe o lábio de baixo todo para fora no beicinho mais delicioso de todos os tempos. E assim, em segundos, só penso como o raio da miúda é linda e como sou feliz. É impressionante esta capacidade de recomeçar, fazer o reset. Também lhe podia chamar sobrevivência maternal (ou parental, como queiram) mas soava mais dramático.

5 Comentários
  1. SilvanaFFalé says

    🙂 A “a Maria Luisa não dorme durante o dia e chora”… não é a nossa 🙂 a que eu vou conhecendo, é Maria Luíza e só a vejo sorrir 🙂 e sempre com calor! 🙂 🙂 malandreca!! E que 2017 se faça da melhor maneira, com Amor!

    1. Catarina Beato says

      Nessas alturas não há fotos nem vídeos 😉 só colo.

  2. […] uma revisão rápida com o mais velho. e minutos depois a preparar o pequenos almoços.   [depois cheiro os meus filhos e está tudo bem.]   bom diafamíliafilhos Deixe um […]

  3. Telma says

    Podia muito bem ter sido eu a escrever…a parte do “não aguento ” e do ” o que estou a fazer errado ” assombra me diariamente, em particular durante a noite quando tudo tem proporções maiores…

  4. Suema says

    Revejo-me no que li… tanto no texto como no último comentário.
    Somos mães e o extremo de pensamentos, se é que me faço entender é abismal.
    Já cheguei por vezes a pensar que era bipolar, quando as minhas noites eram feitas a andar pela casa com a minha princesinha a “chorar” como se não houvesse amanhã e eu chorava também por desespero em pensar o que estaria eu a fazer mal e com nervos por ela não dormir, como logo a seguir ela dava-me um sorriso enorme e aquele sentimento irritante desaparecia de repente.

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