Maternidade

há um ano.

03H40 Acordei na madrugada de sexta-feira para o habitual xixi de grávida. Ouvi um ‘plof’ e desconfiei que me tinham rebentado as águas. Liguei ao pai do G. para vir para ao pé dele. “Não avises mais ninguém porque isto não deve ser nada.” Tomo um duche e percebo que as contracções de dor, ainda, controlável já vinham de quatro em quatro minutos. 04h Volto a ligar ao D. “Pede ao táxi que espere aí em baixo. Tu sobes, eu desço.” 04h10 Taxista em pânico passa todos os vermelhos. Eu respirava. 04h20 Entro na MAC com contracções de dois em dois minutos e peço ao D. que ligue à minha mãe. Respondo às perguntas todas para inscrição enquanto sopro. Triagem já em sofrimento. Enfermeiro impecável. “Cinco dedos de dilatação.” 04h56 Entro para a sala de partos. Peço desculpa por me estar a queixar tanto. E depois de uns minutos imploro que me deixem fazer força. Enfermeiro dá-me a mão. Médica acaba de se preparar. “Pronto. Pode fazer força que já estou aqui.” Peço desculpa mais uma dezena de vezes e riem-se de mim que estou sem nada para as dores e peço desculpa. “Está a fazer tudo tão bem e a ser tão corajosa.” (e há palavras que sabem muito bem naquele momento. isso e a mão do enfermeiro que permaneceu ao meu lado de forma indiscritível) 5h15 A minha mãe consegue chegar e agarra-me na outra mão. 5h30 Lindo e sereno. Tenho o A. no meu peito.

sou perdidamente apaixonada pelos meus filhos.

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