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quem anda às compras?

compras

Aposto que muitos de vocês passaram o feriado (e vão passar os próximos dias) nas compras. Eu estive no Porto durante pouco mais de 24 maravilhosas horas (fui partilhando no Instagram). Nada de compras mas muitas montras.
Já sabem que não gosto do Natal – fico sempre a reler esta frase por que não é assim tão radical, não simpatizo com alguma hipocrisia que sinto nesta altura mas gosto das músicas, das filhoses, das rabanadas e dos olhos fascinados dos miúdos quando veem alguém vestido de Pai Natal.
A propósito das compras – e da minha mania de controlar o orçamento familiar – digo muitas vezes que devemos comprar apenas aquilo que podemos pagar. Mas também sei que isto pode ser conversa da treta quando queremos muito alguma coisa e não temos outra alternativa que não seja comprar a crédito ou a prestações.
Há alguns anos optei por não ter cartão de crédito. Peço à minha mãe ou ao Pedro naquelas situações em que não existe mesmo alternativa (mas já me falaram num serviço em que criamos um “cartão virtual” para uso pontual). Não sou a pessoa mais poupada do mundo mas esforço-me. Não sou forreta mas tento ser controlada.

o meu diário viver mais com menos

ter”igual aos outros”

Nota prévia: esta não é uma crónica conclusiva, antes pelo contrário. Isto é um conjunto de dúvidas de uma mãe de três filhos. Poderia dizer que é um sinal dos tempos mas estaria a mentir porque passei pelo mesmo.
Quando era miúda, teria 13 ou 14 anos, pedi aos meus pais uns ténis “como os das minhas amigas” – expliquei o formato, a cor e os outros pormenores que achei relevantes. No dia seguinte, ou não fosse o sentido de vida do meu pai fazer-me todas a vontades possíveis, lá estavam em casa uns ténis como tinha descrito. Na verdade eram uns ténis quase como eu tinha pedido, eram uma imitação da marca que as minhas amigas usavam. Agradeci, enchi o meu pai de beijos e saí com eles calçados. As minhas amigas que usavam os ténis de marca gozaram comigo. Eu não me consigo lembrar se voltei a levá-los para a escola mas sei que os usei até não me caberem.
Meses depois todas as minhas amigas usavam as mesmas calças de ganga. Nessa altura já tinha aprendido que a marca era relevante e também tinha noção que as calças eram muito caras, demasiado caras. Poupei a minha mesada até ter dinheiro para comprar umas. Algures neste processo, por aprendizagem, feitio ou exemplo, deixar de ligar a isso das marcas.
Perguntava uma mãe no outro dia: “Devo dar telemóvel ao meu filho? Todos têm.

viver mais com menos

Que tal ficar com o armário quase vazio?

A génese (e a essência) da crónica no Dinheiro Vivo é poupança por isso, apesar de alguma vontade de resvalar para a revolta que sinto face uma classe profissional que luta pelos seus direitos atacando fisicamente outros trabalhadores (eu atenção que sou defensora de greves e manifestações incómodas), é de poupança que vou falar. E porque isto da roupa não é apenas moda nem um tema aparentemente fútil, mas também necessidade de todos os dias falemos de roupa e de poupança.
Depois de nove meses de gravidez, em que comprei apenas uns vestidos baratos e básicos onde coubessem os meus quinze quilos a mais, e depois deste primeiro mês como mãe em que estive numa realidade paralela que o sono e as hormonas proporcionam, olhei para o armário com a sensação que não tenho nada em condições para vestir: está tudo gasto, largo ou apertado. E agora? Que tal ficar com o armário quase vazio?
Por uma questão de orçamento não ponho a hipótese de ir comprar qualquer coisa só porque acho que não tenho nada. Na realidade tenho roupa mais do que suficiente. A solução chama-se capsule wardrobe e foi-me apresentada pela consultora de imagem Anita Silvestre (presta serviços low-cost mas tenho a sorte de a ter como amiga).
O nome está em inglês mas traduzindo e simplificando é um armário mínimo.

maternidade viver mais com menos

regresso às aulas [dicas de poupança]

Acaba o mês de Agosto, aproxima-se Setembro, e o tema é o maior lugar comum da época mas é inevitável: vou escrever-vos sobre o regresso às aulas, ou seja, sobre o apelo consumista do material escolar e sobre a tentativa (necessária ainda que difícil) de poupar nesta altura do ano.
Importante referir que faço parte ido grupo de pessoas que fica encantada com tudo o que sejam canetas, cadernos, post-its e restantes artigos de papelaria. Enquanto andava na escola era conhecida pelos meus apontamentos organizadas e imaculados e pela minha agenda irrepreensivelmente escrita com canetas de todas as cores. Hoje em dia sou um bocadinho mais caótica mas não prescindo da agenda nem das canetas coloridas (podia ir mais longe e explicar-vos que só escrevo com canetas de determinadas espessuras mas depois corria o risco de parecer ligeiramente paranóica).
Apesar do meu fascínio pelo mundo dos consumíveis ser enorme, o meu orçamento no final de Agosto é minúsculo. A conjugação destes dois factos obriga-me a alguns princípios: 
 

As malas da escola devem durar pelo menos quatro anos. Não ceder a desejos estranho que impliquem modas passageiras e optar por uma mochila neutra e resistente. Isto serve para o estojo também.
Nem sempre o material escolar mais barato significa poupança.

viver mais com menos

viver sem cartão multibanco…

Na casa onde cresci existia uma gaveta onde o meu pai guardava o dinheiro que levantava no banco para cada semana. Lembro-me com exatidão de uma bolsa azul escura com o símbolo do banco timbrado a dourado e duas partes em plástico transparente onde estavam as notas muito direitas e brilhantes. Na verdade talvez as notas estivessem gastas e sujas, mas para mim o encanto daquela bolsa emanava luz. Acho mesmo que, na minha infância, aquilo era uma espécie de arco de tesouro na fascinante gruta escondida que era a gaveta do meu pai.
Voltemos ao presente e ao meu problema crónico e irritante de perder cartões multibanco. Já me deram centenas de dicas, já tentei outras tantas estratégias, mas acabo sempre por concluir que lá desapareceu outro. Quase sempre desaparecem de formas tão ridículas como ir para o caixote do lixo quando deito os restos de uma refeição de centro comercial. Ele estava em cima do tabuleiro.
O episódio mais grave terá sido quando, em véspera de férias, perdi o cartão multibanco, fui ao banco pedir um provisório e consegui voltar a perdê-lo no mesmo dia. Podem chamar-me irresponsável. Aliás ficam a saber que o meu filho adolescente usa esta fraqueza durante as conversas em que o repreendo por ser distraído.

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