Tag / medo

maternidade

sobre a importância de ensinar os miúdos a enfrentarem o medo

medo

eu assumo: sempre fui uma medricas, sempre tive medo de filmes de terror. é assim uma coisa que não se controla: sabemos que aquilo não é a realidade, mas o corpo sente como se fosse. o coração acelera e as pernas começam a querer fugir dali.
mas apesar de não gostar, eu reconheço a importância deste género de filmes [pelo menos de alguns]. e reconheço também que para os miúdos pode ser pedagógico, dependendo da selecção obviamente. têm de ser adequados. acho que enfrentar os medos e resistir ensina-nos a gerir as nossas emoções, a enfrentar os nossos fantasmas, a sermos conscientes de que, no mundo real, está tudo bem. não é, de facto, preciso ter medo.
está a chegar mais uma edição do maior festival de cinema de terror de Lisboa. pode parecer-vos estranho sugerir este programa como atividade para fazer com os miúdos, mas a organização também pensou neles e voltou a planear uma série de atividades giras [são mesmo!], que todas juntas dão origem ao Lobo Mau – estilo a secção do festival para os mais pequenos.
como a própria organização explica:
Muitos autores definem o filme de terror como “contos de fadas para adultos” e a secção Lobo Mau pretende trabalhar esta afinidade do conto infantil com o universo do terror.

amor

sobre puns, diarreias, neuras e amor [isso tudo]

Puns

nos meus tempos de terapia falávamos muito nisto: esta minha ideia de que as relações eram perfeitas, sem puns nem idas à casa de banho, sem dias menos bons e os maus nem pensar. aqui, neste estranho mundo das coisas em que pensamos, construi essa barreira. o outro podia estar doente, preocupado, com cheiro de final do dia, ou uma neura impossível de aturar. eu existia – também, para apoiar. aqui, neste estranho mundo das coisas em que pensamos, eu não podia nada disso, apenas o melhor de mim. caso contrário, que interesse teriam em mim? atenção, em defesa dos meus amores passados, que guardo em gavetas cheirosas e arrumados com muito carinho, nunca me fizeram sentir isso. eu construí essa ideia e esse enorme muro que afastava as pessoas do meu mundo mais íntimo.
não mudei. continuo a ser uma insegura perante um vómito ou uma diarreia. continuo a não perceber porque raio alguém gosta de mim nos dias em que sou apenas uma chata. não mudei mas uma coisa mudou: eu sei que a vida com o Pedro existe mesmo nos dias maus e menos bons, naqueles em que me sinto a menos interessante e atraente das criaturas. é o Pedro que procuro mesmo quando me dói a barriga ou não me apetece dizer nada. é o Pedro que quero nas noites em que só me apetece dormir. é o Pedro porque sou apaixonada nas manhãs à pressa, cheios de sono e mau humor.

maternidade

adolescência. quem tem medo?

adolescência. quem tem medo?

este é um vídeo sobre adolescência. na verdade é um resumo doce daquilo que estes anos de construção de gente adulta trazem às mães e aos pais. eu, que não sou nada destas coisas das generalizações, comovi-me. porque isto da adolescência dos filhos é mesmo uma aventura [mais ou menos dura, depende dos dias e dos momentos] para as mães e para os pais. nos momentos que me custa mais lidar com as respostas menos doces, com os supiros-estou-farto, ou com o revirar de olhos de tédio, lembro-me da minha adolescência. lembro-me do quanto fui grata aos meus pais pela paciência mas também pela rigidez, sempre que necessário. se me pedissem uma dica para lidar com a adolescência dos filhos, só uma, eu diria: não ter medo. não ter medo que os supiros-estou-farto sejam sinónimo que os nossos para-sempre-bebés já não gostam de nós, que os olhos de tédio sejam direccionados a nós, que as refilices sejam sinal de menos amor. a adolescência é mesmo assim. ser mãe e pai também é assim: não ter medo que filhos amuados. o momento passa, a adolescência passa, e os filhos agradecem nunca termos desistido de sermos mães e pais com regras e firmeza [misturada com lamechices irritantes]. o momento passa, a adolescência passa, e convém ser o chão firme na montanha russa de emoções porque eles estão a passar.

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