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maternidade o meu diário

a minha miúda. a nossa miúda.

minha miúda

hoje que já acordaste com um sorriso enorme. apesar dos teus recentes olhares mortíferos. a febre já cedeu horas suficientes para respirarmos de alívio. ter filhos mata uma pessoa de ataques cardíacos e ansiedades várias. leiam isto, foi exactamente o que senti nos últimos dias. quero escrever para ti.
és minha miúda. não és a filha que sempre quis ter porque nunca quis ter uma menina. na verdade eu pensava que ia ser solteira e mãe de rapazes para o resto da vida. e agora estou casada, com uma família enorme, e uma filha menina. és a minha certeza que não nada certo nesta vida. és a vontade de tenho que resolver os meus medos e enfrentar os meus fantasmas. és a imagem da nossa felicidade e da minha resmunguice. és a princesa da vida dos teus irmãos e do teu pai. és a minha miúda. a nossa miúda.
 
a foto é do Pedro. mostra o fascínio pelas imagens e pelos brinquedos do teu irmão.

maternidade o meu diário

“não existem mães perfeitas, apenas mães reais”

mães perfeitas

“não existem mães perfeitas, apenas mães reais”
Ter três filhos com tanta diferença de idade é um desafio e um alívio.
Porquê um desafio? Porque todos precisam de coisas diferentes ao mesmo tempo. São etapas distintas. Porquê um alívio? Porque tenho quem me ajude [mesmo que para isso tenha que pedir, fazer chantagens e pagar tempo de babysitting].
São quase sempre fáceis os finais de dia porque quando o adolescente estuda , o Afonso brinca com a irmã, enquanto dou banho ao Afonso o Gonçalo pega na Maria Luiza, e muitas vezes a última sesta da Maria Luiza acontece enquanto preparo o jantar dos irmãos. Eu gostava de ser um polvo cheio de braços, ou uma mãe com ementas semanais e o jantar saudável já preparado em caixinhas de vidro meticulosamente arrumadas no frigorífico. Não sou. Mas encho-os de beijos. E rimos. E dançamos. E lemos histórias na cama depois de lavar os dentes.

 
Os filhos são todos diferentes. Nós também. E ainda bem, não é?
Hoje falo-vos da Baby Dove, uma marca de cuidados para bebé, que diz isso mesmo: “acreditamos que não existem mães perfeitas, apenas mães reais”. E repito: ainda bem.

maternidade

todos os dias da nossa vida

todos os dias da nossa vida.

há muitas coisas sobre as quais me falta escrever. na logística de  todos os dias da nossa vida sobra pouco tempo para ordenar os pensamentos em carácteres. a Maria Luiza só mama, começará a comer quando, depois dos seis meses, for percebendo que ela quer. já provou batata doce porque não parava de olhar e gostou. a Maria Luiza só mama e mama quando quer, mama por fome, mama por sede, mama porque tem sono, mama porque sim. assim será enquanto as duas quisermos. a Maria Luiza acorda várias vezes à noite, raramente as conto porque dorme no meio de nós e eu quase nem acordo para lhe dar de mamar. sim, a Maria Luiza dorme no meio de nós porque quando acorda pela primeira vez deita-a connosco e vamos dormir também. às vezes dói-me o corpo quando acordo. às vezes tenho muito sono. às vezes chamo-lhe nomes em pensamento porque quero ir aninhar-me ao Pedro no sofá e ela nunca mais pega no sono. tento conjugar a hora de adormecer na rotina dos irmãos para estarmos todos. a Maria Luiza é bebé e vai crescer, este cansaço dará lugar a outros cansaços, que passam por dar colo sem que doam as costas. para mim, para nós, faz sentido este apego. não é melhor nem pior do que quem faz de forma completamente diferente. para nós é assim que faz sentido.
 
partilhado ontem no instagram. são assim todos os dias da nossa vida.

maternidade o meu diário

mãe de uma menina…

mãe de uma menina

um dia vais achar que eu sou uma chata, que nunca tenho razão, que os calções não são tão curtos como eu digo, nem as pessoas como quem falas na internet são tão perigosas como eu pinto, vais suspirar e revirar os olhos, vais tentar fechar a porta do quarto [desculpa mas cá em casa isso não se faz], vais chamar-me nomes no chat com a tua melhor amiga. um dia vou ensinar-te que “a chata” está sempre aqui, quando refilares, quando me abraçares, sempre que quiseres. sou mãe de uma menina. e ainda bem.
 
na verdade este texto é para a minha mãe. ela perceberá de certeza cada palavra.

maternidade o meu diário

medo de estarmos só as duas?

ter sido o Pedro a tirar a licença de parentalidade [para quem não sabe a mulher tira os primeiros 42 dias, obrigatoriamente, durante os quais pode estar até 25 dias úteis acompanhada pelo pai. depois o pai tirou os restantes 98 dias] foi um privilégio imenso com um único ponto negativo. é verdade existe um “mas” e eu explico. ter o Pedro presente 24 horas libertou-me totalmente – se tinha trabalho para fazer era fácil, se precisava de ir arrumar a roupa, a louça, ajudar o G. a estudar, o brincar com o A., era fácil. a Maria Luiza sempre foi muito chata para dormir durante o dia mas tendo mais dois braços sempre em casa a chatice é reduzida em 50%. até agora tudo perfeito, então qual é o problema?
a ideia do Pedro voltar a trabalhar estava a deixar-me absolutamente angustiada [a palavra verdadeira deveria ser assustada]. e estar angustiada estava a deixar-me enervada: então se cuidei de dois sozinha e a tempo inteiro [a trabalhar ao mesmo tempo] e nunca me deu para medos de não dar conta do recado, agora é que tinha ficado maricas?
pois bem, Maria Luiza é mulher e é esperta e sabia que o pai estava presente. Maria Luiza sabia que chorando podia aconchegar-se nas barbas do pai [e eu não a censuro].

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