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o meu diário viver mais com menos

ter”igual aos outros”

Nota prévia: esta não é uma crónica conclusiva, antes pelo contrário. Isto é um conjunto de dúvidas de uma mãe de três filhos. Poderia dizer que é um sinal dos tempos mas estaria a mentir porque passei pelo mesmo.
Quando era miúda, teria 13 ou 14 anos, pedi aos meus pais uns ténis “como os das minhas amigas” – expliquei o formato, a cor e os outros pormenores que achei relevantes. No dia seguinte, ou não fosse o sentido de vida do meu pai fazer-me todas a vontades possíveis, lá estavam em casa uns ténis como tinha descrito. Na verdade eram uns ténis quase como eu tinha pedido, eram uma imitação da marca que as minhas amigas usavam. Agradeci, enchi o meu pai de beijos e saí com eles calçados. As minhas amigas que usavam os ténis de marca gozaram comigo. Eu não me consigo lembrar se voltei a levá-los para a escola mas sei que os usei até não me caberem.
Meses depois todas as minhas amigas usavam as mesmas calças de ganga. Nessa altura já tinha aprendido que a marca era relevante e também tinha noção que as calças eram muito caras, demasiado caras. Poupei a minha mesada até ter dinheiro para comprar umas. Algures neste processo, por aprendizagem, feitio ou exemplo, deixar de ligar a isso das marcas.
Perguntava uma mãe no outro dia: “Devo dar telemóvel ao meu filho? Todos têm.

o meu diário viver mais com menos

É uma questão de talento e não de género

Em teoria poderia responder que não mas na prática (e falo apenas com um mês de experiência) digo-vos que sim. Sou contra o proteccionismo feminino, aquela forma de pensar em que os homens são culpados de todos os males do mundo, todos iguais e todos contra as mulheres. Sem fundamentalismos – sem emoção e restringindo-me aos factos – reconheço que é ser mulher tem dificuldades acrescidas. E eu, mulher, como mãe de uma menina, dou por mim a pensar de que forma como ajudar a minha filha para que saiba que pode ser tudo aquilo que quiser.
Esta manhã li um estudo feito pela Activia, em parceria com a Marktest e a Oficina da Psicologia: como se sentem as mulheres portuguesas em relação ao seu próprio talento? Acreditam no seu potencial? É assustador pensar que apenas duas em cada dez mulheres sentem que o seu talento é reconhecido apesar de oito em dez sentirem que existe esse potencial.
Volto a pensar, como mãe de uma futura mulher: O que precisam para o alcançar? O que as impede de melhorar? Entre os obstáculos de desenvolvimento do talento entre as mulheres, destaca-se a discriminação e os preconceitos implementados culturalmente na sociedade, em relação às mulheres (69,4%), o menor número de oportunidades (58,5%) e os critérios de sucesso maioritariamente masculinos (56,2%).

maternidade

direitos básicos de quem tem filhos…

Discutem-se medidas e mais medidas para promover a natalidade em Portugal, há teorias e mais teorias sobre aquilo que realmente pesa na decisão de ter ou não ter filhos (ou mais filhos), comemoram-se os números que mostram que os portugueses têm feito aumentar o número de bebés e depois atropela-se o mais básico dos direitos.
Quando estive na Segurança Social para entregar os papéis para o subsídio de parentalidade fui alertada para o facto de “as coisas estarem atrasadas”. Comentei com o meu marido como faria um casal que estivesse mais de um mês à espera se não tivesse nenhuma poupança para fazer face às despesas normais e inadiáveis.
Pensando num casal em que os dois trabalham no primeiro mês os dois estarão em casa com o filho que acabou de nascer. O direito é tão óbvio que os primeiros 42 dias para a mãe e os primeiros 15 dias úteis para o pai são obrigatórios. A única forma de os pais poderem trabalhar e receber neste período será se não solicitarem o subsídio de parte de parentalidade o que me parece absurdo porque significará que o pai e a mãe não estão a tempo inteiro com um filho recém-nascido.
Quando comentei sobre a dificuldade em gerir este atraso, pensei que falássemos de alguns dias, umas duas ou três semanas ou, no limite, um mês.

viver mais com menos

a revolta das moedas pequenas!

Eu tenho o hábito de guardar todas as moedas em frascos a que possa chamar mealheiros. Às vezes os mealheiros têm um objetivo definido – uma compra menos urgente e menos fundamental mas que quero mesmo muito. Outras vezes servem apenas para ir poupando.
No rotina dos dias, entre compras pequenas e dinheiro para o filho adolescente levar para a escola, as moedas maiores desaparecem dos frascos. Alguns meses de trocos depois, os frascos estão cheios de moedas escuras e algumas de 10 cêntimos abandonadas por engano. Confesso que, quase sempre, o valor guardado acaba por ficar abaixo das minhas expectativas. No entanto, como foi servindo para gerir outras compras, mantenho a utilidade destes mealheiros.
Explicadas as vantagens centremo-nos no problema: o que fazer as moedas “pequenas”?
Já tentei depositar na minha conta mas fiquei a saber que depósitos têm custos: na verdade, o preço do depósito era superior ao valor que transportava.
Também já fui a algumas lojas com um sorriso de salvadora da Pátria, dizer que tinha imensos trocos. Mas fui mandada para casa porque não havia tempo para contar as moedas nem faziam assim tanta falta.
Já paguei a portagem e passei por manifestante revoltada a fazer acumular uma enorme fila atrás de mim, ao obrigar o portageiro a contar moedas de um cêntimo.

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regresso às aulas [dicas de poupança]

Acaba o mês de Agosto, aproxima-se Setembro, e o tema é o maior lugar comum da época mas é inevitável: vou escrever-vos sobre o regresso às aulas, ou seja, sobre o apelo consumista do material escolar e sobre a tentativa (necessária ainda que difícil) de poupar nesta altura do ano.
Importante referir que faço parte ido grupo de pessoas que fica encantada com tudo o que sejam canetas, cadernos, post-its e restantes artigos de papelaria. Enquanto andava na escola era conhecida pelos meus apontamentos organizadas e imaculados e pela minha agenda irrepreensivelmente escrita com canetas de todas as cores. Hoje em dia sou um bocadinho mais caótica mas não prescindo da agenda nem das canetas coloridas (podia ir mais longe e explicar-vos que só escrevo com canetas de determinadas espessuras mas depois corria o risco de parecer ligeiramente paranóica).
Apesar do meu fascínio pelo mundo dos consumíveis ser enorme, o meu orçamento no final de Agosto é minúsculo. A conjugação destes dois factos obriga-me a alguns princípios: 
 

As malas da escola devem durar pelo menos quatro anos. Não ceder a desejos estranho que impliquem modas passageiras e optar por uma mochila neutra e resistente. Isto serve para o estojo também.
Nem sempre o material escolar mais barato significa poupança.

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