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maternidade

a Maria Luiza brinca com tampas. e isso não é perigoso?

tampas

no post em que partilhei 10 factos nos 10 meses da Maria Luiza falei sobre um dos seus fascínios: as tampas. recebi várias mensagens a alertar para os perigos desta brincadeira – e algumas até a chamar-me irresponsável.
é verdade, a Maria Luiza brinca com tampas. quase sempre agarradas às garrafas mas às vezes soltas. tendo consciência de que aquele objecto cabe na boca da miúda só o faz quando estamos a olhar permanentemente para ela. imaginemos este cenário: estamos no restaurante e ela pega numa tampa pousada em cima da mesa, nessa altura eu deixo enquanto estou a observar, dizendo de forma firme “não” quando leva a tampa à boca. se tiver que atender o telemóvel ou enviar uma mensagem – sabendo que isto são realidades que me tiram a atenção – tiro-lhe a tampa da mão.
na minha opinião proteger as crianças de tudo o que é perigoso, é ainda mais perigoso.
dou outro exemplo: em minha casa há fichas que não estão protegidas. estão em locais onde a Maria Luiza não está habitualmente. na salinha onde trabalho posso deixar a miúda no chão a brincar sem estar a olhar permanentemente para ela. se a deixar gatinhar pelo corredor estou a olhar para ela e direi “não” quando a vir fazer alguma coisa errada.

maternidade

queridas mães de bebés – e crianças pequenas – que acordam várias vezes à noite…

alimentar os bebés

esta manhã depois de me lamentar, na mensagem matinal à minha mãe, que estava cheia de sono, ela respondeu:
– temos que fazer alguma coisa! – referindo-se aos acordares da Maria Luíza
aquilo enervou-me. sendo a minha boa disposição inversamente proporcional ao sono que tenho aquilo enervou-me muito. e lembrei-me quando, aos 24 anos, acabadinha de ser mãe do G. acreditava que toda a gente sabia mais do que eu e que tinham todos uma solução milagrosa para tudo. a minha mãe referia-se à sua preocupação com meu cansaço e não a nenhuma atitude em relação à bebé. eu demorei umas quantas mensagens – ainda zangada – a perceber isso. as zangas com a minha mãe na idade adulta são muito curtas – primeiro porque já nos conhecemos e segundo porque lhe sou muito grata.
voltemos ao sono. este que me presenteou com uma neura memorável. o sono é uma merda. não é por acaso que manter alguém acordado é uma das técnicas de tortura mais eficazes. uma pessoa com sono fica desesperada e passa a acreditar seja no que for que lhe dê a menor esperança de poder dormir. e nós, mães de bebés que não dormem a noite toda – nem perto disso -, passamos a sentir que somos as únicas neste mundo. e nós, mães de bebés que não dormem a noite toda, começamos a acreditar que estamos a fazer qualquer coisa errada.

maternidade viver mais com menos

mania das arrumações. quem tem? *

mania

vivo nesta casa há um ano e meio. e escrevi sobre a mudança para cá, lembram-se?
alugar casa.
as obras.
a mudança.
quando mudei tentei fazer tudo com calma e organização, já para prevenir os meus ataques de “arrumatice-aguda”. o problema é que quanto mais cansada estou mais coisas me apetece arrumar [mais alguém?]. aliás eu vejo as coisas no caos mesmo que estejam exactamente como estavam no dia anterior. é estúpido, eu sei, mas aos quase 40 anos já me conheço o suficiente para não me contrariar muito.
pois bem, este fim-de-semana, com o marido na Guiné em reportagem e um sol maravilhoso, o que é que fiz? arrumei e limpei como se a minha vida dependesse disso. a parte boa? quando as arrumações acabam tenho a casa exactamente como imaginei e sinto-me profundamente relaxada. pronto, é a minha mania. podia ser muito pior.
 
[ficam algumas soluções para o quarto dos miúdos, que já tinha partilhado mas fui recuperar porque adoro. se quiserem ver melhor cada artigo basta clicar em cima.

maternidade o meu diário

explicar a morte às crianças. ou tentar.

explicar a morte às crianças

como se explica a morte? como explicar a morte às crianças? quando o meu pai morreu senti-me uma criança mas já não era. nem tinha filhos a quem explicar o que tinha acontecido com o avô.
não tenho medo da minha morte. ou não penso muito nisso. mas tenho medo do confronto com a dor, não nego. e como explicamos a morte aos mais pequenos, aos que queremos poupar a tudo o que é mau?
fizeram-me esta pergunta e eu pensei um bocadinho sobre isso e deixo o resultado.
se ajudar de alguma forma a explicar a morte às crianças, ainda bem.

maternidade

5 dicas para um quarto de criança arrumado

quarto de crianças arrumado, é possível? no outro dia estávamos a fazer um directo no instagram – programa de final de dia preferido do Afonso – e pediram-nos para mostrar o quarto dos meus filhos. Maria Luiza ainda não tem quarto – tem a cama e a cómoda da roupa no nosso, e os rapazes partilham o quarto apesar de, na prática, irem ocupando vários espaços na casa dependendo do que estão a fazer.
depois dos comentários o facto de estar arrumado [que é normal porque eu gosto dos espaços vividos e aproveitados mas em ordem] pensei que era um bom tema para um post. o que é que faz mesmo falta para um quarto de criança funcional?
 
prateleiras. as mais altas para arrumar os objectos que não estão sempre a usar. ou que não queremos que estejam tão acessíveis. as mais baixas para os livros e para os brinquedos especiais que eles gostam que estejam em exposição.
um cesto para os brinquedos. ficam mesmo à mão e não há desculpa para não voltarem a ser arrumados
um grande almofada para o chão. ou um tapete fofinho. os miúdos adoram brincar no chão, ler no chão, estar no chão. assim estão confortáveis e não apanham frio. até eu quero uma enorme almofada no chão um livro.
e almofadas que sejam brinquedos também. para encostar. para aninhar. para brincar. para adormecer.
iluminação.

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