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o meu diário viver saudável

“embrace”, mimar e aceitar

mimar e aceitar

é um tema recorrente neste blog. a estranha, e às vezes tão difícil, luta com a nossa imagem. sei que me repito. mas também sei que esta é uma questão na vida de muitas e muitas mulheres. por isso todas as repetições são necessárias.
ontem vi, finalmente, o documentário Embrace. convenci-me que era uma coisa completamente diferente e criei uma implicância sem nunca ter visto. o meu filho grande tornou-me uma utilizadora da Netflix e numa das minhas lutas por adormecer vi o tal documentário. ainda bem porque gostei mesmo muito. e vou tentar explicar porquê sem contar tudo para que possam ver também.
a base do documentário é a australiana Taryn Brumfitt que, depois de três gravidezes e três filhos, decidiu mudar o corpo porque estava profundamente triste com o que via ao espelho. mas, no momento em que atingiu o corpo supostamente ideal, sentiu-se igualmente infeliz. um dos momentos mais marcantes do documentário é quando, numa competição fit, rodeada de mulheres que Taryn (e acho que todas nós) considera maravilhosas, percebe que todas elas acham que têm infinitos defeitos.
 
depois de voltar ao seu corpo normal, mantendo-se activa no desporto e cuidadosa na alimentação, partilhou esta foto:

o desejo da perfeição é uma merda que nos consome e nos tira a capacidade de ver as coisas boas.

dieta das princesas viver saudável

Não aceita o seu corpo tal como ele é? Este texto é para si

corpo

Existe uma imensidão de fotografias de “antes e depois” partilhadas nas redes sociais. No “antes” vemos um corpo mais pesado, mais flácido, menos trabalhado. No “depois” um corpo mais leve, tonificado e fit. Um dos objectivos mais frequentes é inspirar outras pessoas, mostrando que a mudança é possível. Pessoas comuns dão generosamente o rosto e o corpo por este movimento, que pretende um contágio motivacional positivo. Esta é uma perspectiva para estas partilhas.
De outro ângulo, estas fotos comparativas podem afectar ainda mais uma auto-estima – já por si só diminuída – pela interpretação de que toda a gente consegue emagrecer e ter um corpo mais definido. Neste caso, o impacto não será positivo. Muito pelo contrário: tenderá a reforçar emoções como a frustração, a falta de esperança e pensamentos críticos e absolutos como “só eu é que não consigo”. É uma outra perspectiva.
Nas duas perspectivas, as fotografias de “antes e depois” são analisadas meramente do ponto de vista físico. Será isso o que mais nos interessa? A esta pergunta podem responder-me que dependerá dos objectivos presentes. Verdade. Ainda assim, mesmo que estejamos a tentar perder peso, a tonificar ou até a começar competições de fitness, para além de um corpo, existe uma pessoa.

tendências

perguntar a quem sabe: quantos tipos de corpos existem? todos são diferentes e lindos.

todos os corpos são bonitos. todos são diferentes [há cinco tipos]

hoje falamos sobre os diferentes tipos de corpos. mas como não sou especialista na matéria, pedi à Anita Silvestre, autora do blogue Look a Day e a nossa consultora de imagem sobre quem falei num post há pouco tempo, que me viesse ajudar.
corpos com mais curvas, com menos curvas, mais salientes nuns sítios, menos noutros. somos todas diferentes, com características distintas, únicas e só nossas. não há um corpo igual a outro, todos são diferentes e todos são bonitos. defendo que devemos tratar de nós e que se há alguma coisa a incomodar-nos que devemos fazer por resolver a questão. mas, acima de tudo, defendo que devemos aceitar-nos. é um processo complicado [acreditem, eu sei], mas é o melhor. para a nossa saúde mental, auto-estima e bem-estar.
neste vídeo a Anita indica-nos os tipos de corpos que existem, de acordo com as características mais comuns. eu sou uma pêra [ou a Catarina Kardashian]. e vocês?
e se andam à procura de roupa para o vosso tipo de corpo, deixo-vos a sugestão dos três melhores sítios, onde há de tudo, em bom: os três melhores sítios para ir comprar roupa para o nosso tipo de corpo: os centros comerciais Alegro de Setúbal, Alfragide ou Castelo Branco.

o meu diário viver saudável

voltarmos ao corpo que tínhamos [mais sobre pós parto]

a minha relação com o peso e com a alimentação é um dos temas recorrentes deste blog [deste diário]. como desabafei no outro dia, em que reforcei que mesmo tentando dar sempre o meu melhor estou longe de ser um exemplo, não tem sido fácil voltar ao meu peso. o cansaço torna-me muito menos capaz de controlar as crises compulsivas. não é segredo, lido com este problema da compulsão, esta fome-para-acalmar como lhe chamei no livro Dieta das Princesas. é um assunto difícil e sensível sobre o qual falta falar….
devagarinho vou voltando ao meu corpo. e reforço a lentidão do processo porque ontem, depois de ter partilhado esta foto no instagram, recebi mensagens de mães recentes e ansiosas por recuperarem a forma. é possível voltarmos ao corpo que tínhamos mas com muita calma.
a Maria Luiza vai fazer sete meses. e cada dia faz diferença nesta aventura do pós parto ou no “e depois do parto”. o cansaço dá fome e dá fome de açúcares rápidos, tipo bolos, chocolates e outras coisas igualmente “engordantes”. o cansaço tira a capacidade de treinar (e toda a logística se ter um bebé em casa também).
calma! calma mesmo. eu sei que há momentos em que parece impossível recuperar o corpo e o resto. eu sei que há momentos em que só parece dormir e comer bolachas.

o meu diário

“paranóia com o peso e o corpo…”

recebi dois comentários a este post. um deles dizia  “… a sua paranóia com o corpo e com o peso”.
é importante dizer que, apesar da minha relação nem sempre saudável com a comida, como é descrito por mim em muitos posts e no meu livro Dieta das Princesas, não tenho qualquer paranóia. afirmo-o desta forma por uma única razão, sentido numa pequena proporção o que é viver mal com a comida, tenho o maior respeito por quem – e sim, é uma doença  – tem uma verdadeira “paranóia com o corpo e com o peso”.
noutro comentário era dito “a relação que tem com o corpo não parece nada bem resolvida”. reforço aquilo que já disse: a minha relação com a comida não é sempre bem resolvida, felizmente passo longos períodos em estabilidade. no entanto, a minha relação com o corpo é serena e feliz. não quero dizer com isso que a minha relação com a minha imagem seja sempre maravilhosa. mas alguém tem uma relação permanentemente maravilhosa com a sua imagem? um exemplo disso será que, mesmo com 90 quilos, tenho fotos feliz e orgulhosa em biquini.
repito, só insisto nestes assuntos, porque tenho um profundo respeito pelas pessoas que sofrem com a sua relação com o peso e o corpo. porque sei, numa proporção minúscula, o sofrimento que isso causa.

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