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maternidade

noites sem dormir é para meninos! esperem pela adolescência

Temos vindo a perder o medo de dizer que ser mãe de um bebé cansa. Felizmente! Porque viver na angústia de sentirmos que somos as únicas nestes momentos em que a privação de sono leva à loucura, nesta bipolaridade entre a paixão assolapada e a falta de tempo sozinhas. Como se fosse uma contradição esta vontade de estar em diligência e este amor que nos dá tudo (tudo que é tanto mas não é mesmo tudo porque somos mais que mães).
Há uma facilidade nisto de partilhar as angústias de mães de crianças pequenas: elas não sabem ler. Podemos escrever, podemos mandar mensagens. E depois podemos apagar e guardar apenas as fotografias bonitas.
Ser mãe de um adolescente é lixado
Primeiro porque falar destas coisas é tabu. Porque falar das dificuldades é sempre visto como uma fragilidade que não queremos assumir. Segundo porque os visados dos nossos desafios sabem ler. Sabendo ler estamos limitadas naquilo que dizemos porque não queremos expor o que sentimos nem o que os nossos filhos sentem.
É lixado no geral.
Na adolescência dos nossos filhos somos espectadoras de festas de hormonas esquizofrénicas, saltitantes! E nós mulheres sabemos de que são capazes essas festas nas nossas vidas. Como nos esfrangalham o corpo e os nervos.
Eles são adultos em construção. Têm um mundo de dúvidas, certezas absolutas e angústias por gerir.

o meu diário

a minha adolescência fez-se de cartas

A minha adolescência não se fez de SMS ou WhatsApp, a minha adolescência fez-se de cartas.
Penso muitas vezes – e verbalizo, a bem de uma relação honesta com o meu “filho grande” – que agradeço não ter sido adolescente com telemóvel, chats, conversas permanentes e possibilidade de resposta imediata. A minha ansiedade dos 14 anos não teria aguentado.
A minha adolescência fez-se de cartas e da expectativa – coração aos pulos, quase na boca, e tonturas – quando rodava a pequena chave da caixa do correio. Consigo lembrar-me do dia em que recebi uma chave do correio. Consigo lembrar-me do som metálico da porta a baixar. Consigo lembrar-me da luz que atravessava as portas vidradas do prédio da Rua das Flores e iluminava espaço mínimo para o qual eu olhava como se fosse uma mina de ouro.
A minha adolescência fez-se das cartas que recebia e daquelas que enviava, numa cadência de duas cartas por semana porque, com selos normais, lambidos com cuspo, de Almada a Portalegre eram apenas dois dias.
Eu sabia, tinha a certeza absoluta que, no momento em que largava o envelope cheio, às vezes com mais de 10 folhas A4, que guardava todos as minhas confidências – e toda a gente sabe que confidências de adolescente valem fortunas – elas chegariam ao seu destino.
Nos envelopes seguiam folhas manuscritas, fotografias e outros bocadinhos de mim.

maternidade

adolescência [Fala com elas]

sobre adolescência [Fala com elas]

as minhas primeiras conversas com a Alexandra foram sobre amamentação. depois disso já conversámos sobre quase tudo. fiquei apaixonada pelo projecto Nheko assim que soube da sua existência. depois da entrevista que demos tornou-se ainda mais especial.

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adolescência. quem tem medo?

adolescência. quem tem medo?

este é um vídeo sobre adolescência. na verdade é um resumo doce daquilo que estes anos de construção de gente adulta trazem às mães e aos pais. eu, que não sou nada destas coisas das generalizações, comovi-me. porque isto da adolescência dos filhos é mesmo uma aventura [mais ou menos dura, depende dos dias e dos momentos] para as mães e para os pais. nos momentos que me custa mais lidar com as respostas menos doces, com os supiros-estou-farto, ou com o revirar de olhos de tédio, lembro-me da minha adolescência. lembro-me do quanto fui grata aos meus pais pela paciência mas também pela rigidez, sempre que necessário. se me pedissem uma dica para lidar com a adolescência dos filhos, só uma, eu diria: não ter medo. não ter medo que os supiros-estou-farto sejam sinónimo que os nossos para-sempre-bebés já não gostam de nós, que os olhos de tédio sejam direccionados a nós, que as refilices sejam sinal de menos amor. a adolescência é mesmo assim. ser mãe e pai também é assim: não ter medo que filhos amuados. o momento passa, a adolescência passa, e os filhos agradecem nunca termos desistido de sermos mães e pais com regras e firmeza [misturada com lamechices irritantes]. o momento passa, a adolescência passa, e convém ser o chão firme na montanha russa de emoções porque eles estão a passar.

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