o meu diário

recarregar

[estou muito cansada. tenho muito sono. tenho muitas dores nas pernas. e a minha tensão anda doida. mas é boa a sensação. e mata todas as outras menos boas. não me lembrava da ginástica absurda de ser mãe e trabalhar mais de 12 horas por dia. vale-me que estás crescido e ficas horas no meu trabalho em silêncio a brincar e fazer chás. valem-me também os mimos. as boleias. a companhia para almoço quando não tenho mais de 30 minutos para comer. as sardinhas em santa marta. ver-te feliz e doce. e vale-me que quando estou cansada adormeço sem pensar no silêncio. terça-feira depois das baterias recarregadas volto.

o meu diário

beijos na boca e noites de são joão

Quando eu tinha 14 anos apaixonei-me perdidamente na noite de São João. O Nuno foi o meu grande amor-adolescente. Também tive um no infantário e dois na escola primária. Tenho esses grandes amores arrumados em gavetas forrada a papel de cheiro a baunilha. Doce. O meu grande-amor adolescente, porque quem me apaixonei perdidamente numa noite de São João em Almada e que voltaria para mim na noite de São João do ano seguinte depois de me ter abandonado, cheirava a tabaco e tinha a pele muito suave. Quando eu tinha 14 anos o cheiro do tabaco e da cerveja eram tão doces como as pastilhas de canela que insistia em comer como hoje, com mais de trinta, insisto em por cremes de baunilha, chocolate e creme brulee como se isso me tirasse 15 anos de cima. Aos 15 anos quando o Nuno voltou para mim passei a acreditar – e as coisas em que acreditamos quando somos adolescentes são mesmo importantes – que na noite de São João acontecia sempre alguma coisa muito boa. Deve ter sido por isso que chorei desalmadamente [que é uma palavra que gosto muito porque tem Almada no meio] quando aos 16 anos discuti com o meu amor-incomparavelmente-mais-longo. Este meu amor tem uma gaveta maior que os outros porque é o único de quem guardo todas as cartas-de-amor. Quando o telemóvel apareceu já só discutíamos por isso as cartas são todas de amor.

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cabaninha-de-mãe *

Há tanto tempo que não ficava a trabalhar até tão tarde. Ligo-lhe.– Filho… a mãe chega quando estiveres a dormir.Choramimga. Adoro quando ele choraminga.– Meu amor, quando eu chegar faço-te cabaninha-de-mãe.– OOOHHHH…. és tão querida.
* [abraço gigante que o esconde entre os meus braços e o meu peito para o encher de beijos sem ele se puder mexer.

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