o meu diário

Pragmatismo e referências

– Mãe, Deus existe mesmo?[O que é que eu respondo a isto? Gaguejo.]– Não existe como uma pessoa…[Interrompe-me.]– Ah!!! É um símbolo do céu!– É isso mesmo… E é muito importante para as pessoas que acreditam.[Silêncio.]– Eu só acredito no deus da EDP. Aquele que liga e desliga a luz.

o meu diário

zona de conforto

O meu G. está grande. Grande e lindo. Sendo que lindo significa – para além da beleza evidente para os meus olhos que sou mãe ridícula de um único menino – “bom de aturar”. Aliás, não me lembro de me sentir “aturá-lo” há bastante tempo. Na sexta-feira à noite, os dois sentados no sofá a rir com os Ídolos, dei por mim a pensar que não trocava aquele momento por coisa nenhuma. Era exactamente ali que me apetecia estar, com ele.
E não, não foi sempre assim. Por muito avassalador que seja o amor-de-paixão que se sente por um filho, enquanto lhe mudava as fraldas, enquanto o adormecia em noites de sexta-feira, nos sábados passados no parque infantil, na praia durante as férias, desejei muitas vezes estar noutro sítio qualquer. A ler jornais no Chiado, no Tóquio a dançar, na conversa e a beber caipirinhas nas praias de sempre, em silêncio, a ver um filme sem me levantar mil vezes para fazer outra coisa qualquer, a tomar banho com a água a tapar-me a cara. É o sentimento contraditório entre aquilo que se sente por um filho e o pouco conforto das zonas em que passamos a mover-nos.

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