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como se explica a um filho: não, não comprei prenda de natal

como se explica a um filho

Está assumida e explicada a minha relação com o Natal: não detesto, não adoro, mas não consigo estabelecer uma ligação. Exactamente por isto não faço questão que os meus filhos, os meus rapazes, passem comigo estes dias. Se existe escolha – vicissitudes dos filhos de pais que não vivem juntos – então estejam onde a festa for mais animada e natalícia.
Regressada da viagem de fim de semana – gosto muito de viajar para fora do país nesta altura (também porque é mais barato) mas este ano, com uma bebé pequenina, preferi ficar por cá fomos até ao Algarve – fui buscar o meu filho Afonso. A caminho de casa contou-nos a prenda que tinha recebido, felizmente assim mesmo no singular porque como aquilo que queria mesmo não era barato, a família juntou-se para lhe poder concretizar o desejo.
Quando chegámos, e desculpem os mais sensíveis, mas apesar do miúdo acreditar no Pai Natal não lhe atribui qualquer crédito na parte das ofertas, perguntou-me:
– Tens uma surpresa (é assim que o meu filho chama aos presentes)?
Podia fingir que sou uma pessoa totalmente resolvida com as minhas opções não consumistas mas assumo que a pergunta me provocou alguma angústia. A minha opção de não comprar prendas é muito antiga e foi sendo gradualmente aceite por todos, mas o meu filho tem apenas cinco anos e ainda exige alguma sensibilidade na explicação.

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podemos poupar no Natal?

o LIDL desafiou-me para partilhar convosco aqui que torna o Natal mais simples. um dos maiores factores de stress do Natal é aquilo que gastamos. entao, para quem adora o Natal mas tem o orçamento limitado, ou apenas para quem gosta de ser mais controlado nesta época de consumo, aqui ficam algumas dicas de poupança:
1.ser racional quando compramos prendas 

quem gosta de dar prendas deve pensar em prendas úteis ou em alguma coisa que, quem vai receber, queira mesmo muito. quando as prendas são sinónimo de tralha, sem valor útil ou afetivo, são um desperdício de dinheiro. isto também serve quando a decisão é dar prendas apenas às crianças. e serve igualmente para o “amigo mistério”.
podem ver aqui e aqui algumas sugestões.
uma sugestão: se alguém de quem gostam muito precisa mesmo de um objecto mas este custa mais do que aquilo que podem pagar juntem um grupo de amigos ou familiares. mais vale receber apenas uma prenda mas ser aquilo que queremos mesmo.

2. ser racional nas compras no geral 
isto serve para o Natal e para o ano inteiro [aliás, como todas as dicas]. saber onde comprar produtos de qualidade e baratos é fundamental para a gestão do orçamento familiar.

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brincar aos restaurantes?

Nestes dias, depois de Lisboa ter recebido os negócios das novas tecnologias, falo de outro mais tradicional e (erradamente) considerado mais simples: a restauração. E explique-se o ângulo da poupança: eu não gosto de gastar dinheiro em comida que me sabe mesmo bem.
Domingo, num sempre muito feliz regresso ao Porto, voltámos a uma pequeno café/restaurante onde tínhamos estado há uns meses. Nessa altura, adorámos o conceito e desculpámos as pequenas falhas porque o estabelecimento tinha aberto há muito pouco tempo. As coisas menos boas foram de tal forma ultrapassadas que passei a palavra e aconselhei aquele lugar a muitas pessoas a quem fui conversando.
Ter um restaurante deve dar muito trabalho (aliás como quase todos os negócios que se querem bem sucedidos). No meu restaurante preferido – uma pequena casa no bairro de Campo de Ourique, o Bitoque – às 9 da manhã a porta está aberta e a comida está a ser preparada. Antes já foram às compras, e sabemos que a pescada é sempre branca e fresca e o bife tenro e suculento, as batatas estão sempre estaladiças e as farófias são simplesmente as melhores do mundo.

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ter”igual aos outros”

Nota prévia: esta não é uma crónica conclusiva, antes pelo contrário. Isto é um conjunto de dúvidas de uma mãe de três filhos. Poderia dizer que é um sinal dos tempos mas estaria a mentir porque passei pelo mesmo.
Quando era miúda, teria 13 ou 14 anos, pedi aos meus pais uns ténis “como os das minhas amigas” – expliquei o formato, a cor e os outros pormenores que achei relevantes. No dia seguinte, ou não fosse o sentido de vida do meu pai fazer-me todas a vontades possíveis, lá estavam em casa uns ténis como tinha descrito. Na verdade eram uns ténis quase como eu tinha pedido, eram uma imitação da marca que as minhas amigas usavam. Agradeci, enchi o meu pai de beijos e saí com eles calçados. As minhas amigas que usavam os ténis de marca gozaram comigo. Eu não me consigo lembrar se voltei a levá-los para a escola mas sei que os usei até não me caberem.
Meses depois todas as minhas amigas usavam as mesmas calças de ganga. Nessa altura já tinha aprendido que a marca era relevante e também tinha noção que as calças eram muito caras, demasiado caras. Poupei a minha mesada até ter dinheiro para comprar umas. Algures neste processo, por aprendizagem, feitio ou exemplo, deixar de ligar a isso das marcas.
Perguntava uma mãe no outro dia: “Devo dar telemóvel ao meu filho? Todos têm.

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mais sobre o capsule wardrobe

ontem falei-vos sobre o desafio do armário quase vazio. mas, afinal, o que fazemos para ter um capsule wardrobe? A Anita explica: 

Escolher [cerca de] 37 peças do vosso armário, excluindo roupa de ginásio, acessórios, roupa de praia, de dormir, roupa interior e a clássica de andar por casa. Estão a pensar no vosso guarda-roupa a abarrotar e a pensar como é que vão escolher apenas 37 peças?? Não tem nada que saber! Esvaziem o vosso armário na totalidade e disponham tudo em cima da cama, por exemplo. As peças que amam de paixão e usariam agora mesmo voltam para o armário, sem dúvidas. As que já não vos fazem sentido e não usariam, metam de lado, para dar, para deitar fora, venderem ou o que seja. As peças sazonais, como um casaco de inverno e malhas que não usam na estação quente mas adoram e usariam, arrumem no espaço do armário de inverno, numa caixa, na arrecadação, onde for, para incluírem no capsule wardrobe da estação fria. E as peças que vos deixam em dúvida, que não sabem se vos ficam assim muito bem, que não sabem se é a cor certa para vocês, que não conseguem largar porque deram muito dinheiro por elas ou porque têm valor sentimental, armazenem num sítio que podem lá voltar, se assim quiserem.

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