Author / Catarina Beato

maternidade o meu diário

tua mãe há cinco anos…

és o meu amor arrebatador, aquele tipo de paixão que nos cega a qualquer tipo de defeito. sei que tens mau feitio, assim ligeiramente a tender para o ditador e que és um chato porque achas que sabes tudo. racionalmente sei isso tudo mas, na prática não reparo em nada. és infinitamente doce e infinitamente independente. és arrumado e sabes sempre onde está cada objecto, o que me dá imenso jeito. és absolutamente doido por tudo o que seja tecnológico, filmas tudo mesmo que seja com câmaras imaginárias ou aquelas que consegues ver em qualquer objecto, pões o microfone e perguntas por cabos com nomes estranhos. conheces todos os youtubers e falas com um ligeiro sotaque brasileiro. não fazes birras mas contrariar-te é uma guerra que vou aprendendo a contornar porque, sendo igual a ti, também não me apetece perder. morres de saudades do teu irmão quando ele não está mas fazes-lhe a vida negra assim que ele chega. és o mais terno com a minha barriga mas também tens sido tu que mais te ressentiste com a ideia. quiseste voltar a dormir comigo e chamas-me “mamã”.
és a minha fotocópia. és o meu desafio. és a certeza absoluta que a vida pode ser completamente ao contrário do que imaginamos e muito melhor do que podíamos imaginar.
parabéns minha coisa boa. [e obrigada ao teu pai pelo momento em arriscamos ter-te].

o meu diário viver mais com menos

em que coisas nunca gastaríamos dinheiro?

Faço muitas vezes o exercício – adorável mas masoquista, como diria o meu pai – de imaginar o que faria se ganhasse uma grande quantia de dinheiro. Já partilhei que me bastaria um milhão, coisa pouca. Herdei este gosto sonhador dos tempos em que o meu pai trazia para casa os catálogos de brinquedos e eu fazia um círculo a vermelho à volta de tudo o queria… se fosse rica. No final escolhia apenas um e ficava tão feliz como se fossem mil.
Hoje proponho que pensemos exatamente ao contrário (mas mantendo a ilusão da riqueza porque agosto já é um mês complicado na realidade): em que coisas nunca gastaríamos dinheiro mesmo que fossemos muito ricos? Provavelmente entraria em contradição com os meus valores se tivesse tanto dinheiro que não soubesse onde o gastar. Mas quero manter-me a acreditar que as coisas em que acreditamos se mantêm independentemente daquilo que temos na conta bancária.
“Se eu fosse muito rica não”… comprava carros caros, preferia ser conduzida e não ter que me preocupar com o estacionamento (mas, por favor, carro com Wi-Fi, para eu poder ir lá atrás entretida). Manias que não incluem apanhar bichos virtuais porque fico enjoada em andamento.
“Se eu fosse muito rica não”… comprava casas de férias, alugava-as para não estar a pensar se estava tudo bem na minha ausência.

maternidade o meu diário

agora faço vídeos?

o fim de uma gravidez é uma fase especial. fisicamente toda a gravidez é um momento único [para o bem e para o mal] mas este mês diferente. já confessei que está ansiosa mas em permanente combate para me manter calma.
com todo o fascínio que o meu filho A. tem por vídeos [e pelo YouTube] achei que esta poderia ser uma forma mais próxima de comunicar.
escrevo neste blog há mais de 11 anos. com o Instagram a imagem tornou-se tão importante como os caracteres. e se este é um momento especial porque não partilha-lo de forma diferente? a princesa [a verdadeira] que vem aí era a desculpa perfeita para tentar. e aqui fica o primeiro. para a semana há mais.
 
críticas, perguntas e sugestão… estejam à vontade.

maternidade o meu diário

por onde andei? sugestões de passeio no Alentejo [agora litoral]

depois dos dias em família na Herdade do Gizo fomos, a dois, até à zona onde voltamos sempre que podemos [e onde passámos a nossa espécie de lua de mel]: entre Vila Nova de Mil Fontes e Aljezur. tecnicamente não é apenas Alentejo.
desta vez não fomos de autocaravana e ficámos no turismo rural Cerca do Sul. chegámos no domingo, já tarde, jantámos no Brejão e descansámos. à chegada à Cerca do Sul entregaram-nos uma lista com sugestões de locais, restaurantes e outras dicas úteis que, apesar de conhecermos a zona, deu imenso jeito para essa noite. eu confesso que adormeci a pensar no pequeno almoço porque já tinha lido maravilhas.
na segunda-feira confirmámos a delícia da primeira refeição do dia: sumos de melancia gelado, panquecas, crepes. doces, bolo caseiro, ovos mexidos, bacon, iogurte, granola caseira e muita fruta fresca. para perceberem como comi bem, passámos no Rogil a caminho da praia e eu não consegui ter apetite para nada.

estivemos na praia da Amoreira [eu tenho saudades de Vale dos Homens mas não estava com coragem para subir as escadas]. ao final da tarde almoçamos/lanchámos na melhor pizzaria do mundo [um dia destes faço um top das pizzas que mais gosto]. costumamos ir à Arte Bianca mesmo em Aljezur mas desta vez experimentámos o novo restaurante em Vale da Telha.

o meu diário

a forma como me vês….

tinha posto esta foto na crónica sobre o dinheiro que gastamos nas férias mas decidi mudar porque queria falar apenas desta imagem. é verdade que adoro todas as fotografias que o Pedro tira [como esta e esta], a bem da verdade seria melhor dizer que adoro todas as fotos que o Pedro guarda porque aquelas que não gosto mesmo imploro-lhe que apague. estes últimos dias permitiram muitos registos. eu – mesmo que não me apeteça e me farte rapidamente – agradeço o privilégio de poder guardar estes meses. tenho duas fotografias grávida do G. e a gravidez do A. foi salva pelas fotografias do Tiago Figueiredo às 36 semanas numa tarde de praia na Comporta. quando partilhei as fotografias no Instagram algumas seguidoras explicavam que eu fico bonita nas fotos do Pedro porque é a forma como ele me vê. hormonas à parte [aquelas que me permitem gostar de lamiches] quero acreditar que é mesmo isso.
a imagem que recuperei para este post é daquelas que olho muitas vezes porque é assim que me sinto: serena num final de tarde perfeito, cheia de sal, depois de mil mergulhos, e o cabelo apanhado.
estava a tentar fugir da lamechice mas é inevitável. gosto da forma como me vês. e quero, se não for pedir muito, que continues a ver-me assim, para sempre.

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