Author / Catarina Beato

o meu diário

desculpem, isto é mesmo uma chatice

não me devia surpreender [já sei, já sei] mas fico sempre espantada com alguns comentários. agora calha-me [aqui e no instagram] o previsível: “já não aguento com tanto bebé”.
pois bem, há uma questão na minha vida nos últimos 24 dias: sou uma chata e não faço mais nada para além de ser mãe. é verdade que não sou mãe apenas de um bebé mas também do meu puto que já anda na pré primária e do meu adolescente com quase 14 anos. os rapazes não aparecem tanto [já não apareciam antes] porque têm uma vida e direito de opinião, mas estão cá todos os dias.
como dizia, a minha vida é uma chatice. basicamente eu acordo às 7h para ser mãe do mais velho, dou de mamar à mais nova e trato do filho-do-meio [não gosto nada da expressão] para ir para a escola. depois vou às compras do que falta em casa e aproveito para fazer a minha caminhada diária de 30 minutos [sem filhos, é verdade, mas qualquer fotografia que eu possa tirar a essa hora e com o sono que tenho não será uma imagem agradável e escuso de registar o meu mau aspecto]. volto a casa, arrumo compras, tomo pequeno almoço [às vezes fotografo o pequeno almoço mas depois dirão que sou uma chata porque só falo de alimentação], às vezes tomos dois e três pequenos almoços porque tenho muita fome.

o meu diário viver família

Maria Luiza bem vinda ao YouTube

depois do parto estava difícil voltar a gravar um vídeo. foi muita emoção e, nesta fase em que a vida é exactamente como quando estamos apaixonadas, em que pairamos de felicidade e não falamos de mais nada, tenho a sensação que serei sempre uma chata. e sou! mas voltámos aos vídeos com mais imagens do que palavras porque também são assim os dias.
vão lá ver o vídeo dos primeiros dias da Maria Luiza.
 
se puderem subscrevam o canal para dar alegrias ao meu A. [está crescido, independente, repete trinta vezes por dia: a minha mana é uma boneca, e continua a acreditar que a mãe é youtuber.

viver família

sobre o sono. e o pai?

a propósito do post do sono perguntaram “e o pai?”, ou seja: onde estava esse malandro enquanto eu estava acordada madrugada fora? acredito que cada família tem a sua forma de gerir as coisas, aqui em casa fazemos exactamente as mesmas coisas excepto dar mama. e eu tenho um princípio que acredito que resulta: basta estar uma pessoa acordada. assim, se eu tenho que dar mama, ou se já estou desperta porque o A. veio chamar-me a mim, não acordo o Pedro. aliás, se ele acorda mando-o voltar a dormir.
a privação de sono é muito complicada de gerir [por alguma razão é mesmo uma forma de tortura] e eu acho que uma família só tem a ganhar se alguém tiver o sono em dia e mantiver a calma e a cabeça no lugar quando falta à outra parte.
se a minha opção é amamentar sei que existirão noites más [e outras boas, felizmente] e que sou insubstituível nessa função. mas também sei que, se cair de sono e adormecer a qualquer hora do dia, o Pedro trata de tudo – da miúda, dos miúdos e da casa. mesmo à noite, se a miúda tiver a fralda suja, eu durmo e o Pedro muda. se eu tiver acabado de dar de mamar, ou for começar, estou acordada e mudo eu.
outra questão é que eu continuo a trabalhar. acordo mais durante a noite mas tenho alturas do dia mais ausente.

o meu diário viver família

a maternidade é uma missão *

Devo ter adormecido depois das 23h mas nem reparei nas horas certas. Estou na fase em que adormeço tipo Branca de Neve depois de trincar a maçã: caio para o lado.
01h – Maria Luiza desperta para mamar.
01h30 – deito-a.
02h – A. aparece porque teve um pesadelo. vou com ele para a cama dele e tento que volte a adormecer com calma.
04h – acordo na cama do A. com os barulhinhos da Maria Luiza para mamar. levanto-me.
04h15 – estou a dar mama e A. volta a aparecer. explico que ainda é de noite e que tem que dormir. fica na nossa cama mas não adormece.
04h30 – tento deitar a miúda para ir adormecer o A.. deito A. na cama dele e ouço a princesa a bolsar e com soluços. volto para a miúda, limpo, mudo fralda e acalmo soluços.
05h10 – Maria Luiza dorme mas A. não. deito-me com o A.. conversamos sobre o pesadelo que envolve tornados e desgraças várias e acabamos por adormecer.
07h – toca o despertador.
[problema: tenho sono. acho que tenho sono.
ponto positivo: a noite decorreu sobressaltada mas sem ruídos à excepção do despertador.]
bom dia!
 
 
*ou seja, é uma experiência maravilhosa, avassaladora e envolve algum espírito de sacrifício.

viver família

Proteger as crianças é saber liberta-las!

Sabiam que hoje em dia uma criança brinca menos tempo ao ar livre que um recluso?
E sabia que 70% das crianças em Portugal brincam menos de 1 hora por dia ao ar livre? E que o ideal seriam pelo menos 2 horas?
Skip criou uma iniciativa que nos põe a pensar.
Vejam este vídeo que Skip criou e partilhem-no! Share if you care! #Skip

 
Quando o G. nasceu achava que conseguia ver as bactérias no ar. Tinha medo de tudo e protegi-o em excesso. Hoje sei que a palavra não será “protecção”, antes pelo contrário. Na verdade o G. adoecia com imensa facilidade.
Com o A. percebi que aquilo que ele precisava era de brincar na rua, sujar as mãos e ganhar defesas. Afinal, às vezes, proteger é deixar brincar.
A Maria Luiza saiu de casa quando tinha apenas uma semana. Devidamente protegida, pouco tempo e, principalmente, num local ao ar livre.
Nada contra as tecnologias – antes pelo contrário – mas até essas podem ser usadas quando vamos passear, sentados num banco de jardim ou na areia da praia, entre outras brincadeiras.
Tenho sorte porque posso fazer a gestão do meu horário e ir buscar os miúdos cedo para brincarmos na rua antes de irmos para casa. Tenho ainda mais sorte porque quando não posso ser eu a fazer isso tenho a minha mãe que é uma avó maravilhosa.

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