Author / Catarina Beato

maternidade o meu diário

dias de uma princesa [2]

escolhi esta foto da Maria Luiza porque é um dos seus quatro estado. Maria Luiza dorme, mama, chora e fica a olhar para o mundo. também faz muito xixi e cocó mas isso é durante qualquer um dos estados descritos.
eu – talvez ao contrário da maioria das pessoas – acho que os recém nascidos dão pouco trabalho. para mim agitação começa quando aprendem a gatinhar e é terrível na fase em que acham que andam mas só caem.
mas tenho a certeza que só posso fazer esta afirmação porque a miúda é o meu terceiro filho. lembro-me perfeitamente como o choro do G. me desorientava, entrava na cabeça e parecia que me desfazia o cérebro aos bocadinhos. lembro-me principalmente da angústia que sentia quando o ouvia a chorar.
o A. nasceu e existia o G. que durante oito anos tinha sido filho único. por força das circunstâncias habituei-me a fazer tudo em casa com um recém nascido ao pé de mim. estava sozinha e não existiam alternativas. o choro do A. nunca foi desesperado como o do G. recém nascido mas eu também não desesperava quando o ouvia.
o choro que mais me custa é aquele que a mama não consegue calar. com o A. isso nunca acontecia. a mama acalmava tudo. já a Maria Luiza, como princesa que é, se estiver cheia de leite não mama mais. e se estiver com cólicas também escuso de tentar dar mama. e chora.

viver mais com menos

Universidade e Casa dos Segredos

Juntaram-se no mesmo dia, com alguma ironia, a divulgação dos resultados da entrada para o Ensino Superior e a entrada dos concorrentes para uma nova edição, a sexta, do reality show “Casa dos Segredos”. Aquilo que é comum nos dois acontecimentos: a idade média dos concorrentes. Aquilo que os separa: a forma como os dois lados perspetivam o futuro.
Convenhamos que o mais assustador serão aqueles que, sendo licenciados, concorrem a um reality show. Que esperança já terão esgotado?
Não estou aqui para criticar a opção dos segundos, que escolhem a Casa dos Segredos [aliás, eu às vezes vejo e já o disse], nem para falar do realismo dos sonhos e planos dos primeiros. Venho apenas defender que os anos de escolaridade obrigatória deviam ser seguidos de um ano de paragem. Sim, uma paragem obrigatória. E se é para sonhar então que este “ano para pensar na vida” seja financiado.
Não defendo 12 meses pagos para fazer coisa nenhuma (isso podia ficar para outro momento da vida em que uma pessoa precisasse mesmo, mas depois de muitos anos de trabalho). Sei que, em alguns países, mas principalmente em alguns grupos economicamente privilegiados, esta realidade já existe. Aquilo que gostaria era de democratizá-la.
A minha ideia seria que, aos 18 anos, ou depois de completar o 12º ano, cada jovem fosse a uma entrevista.

maternidade o meu diário

nós [este post também é sobre pós parto]

antes de ficar grávida dizia que não queria perder a liberdade que tinha. depois percebemos que as coisas de que nos fariam falta não eram mais importantes do que a vontade de ter um filho nosso.
sei exactamente todas as coisas de que terei muitas saudades nos próximos tempos: ir ao cinema, dormir na praia enquanto vais para a água e acordar quando o sinto voltar, passear na autocaravana sem objectivos nem horários, os fins de semana sem miúdos, o silêncio, as manhãs passadas na cama depois de muitas horas de sono profundo.
a nossa vida de todos os dias não mudou muito. já existiam miúdos, obrigações e barulho. achava que as contrariedades e as dificuldades, aqueles momentos da vida que nada têm de romântico, afastavam os apaixonados. tenho aprendido um mundo de coisas contigo mas a principal é, quando não somos amantes loucos um pelo outro, somos amigos cúmplices e calmos, noutros dias sócios do mesmo projecto de vida. e depois sou ainda mais apaixonada por ti.
sei exactamente todas as coisas de que terei muitas saudades mas também sei que aquilo que perdemos é temporário e aquilo que ganhámos é para sempre.
notas importantes: há coisas de que já tenho saudades há uns meses, como beber martini bianco com muito gelo. mas a gravidez também já me faz falta porque agora acabaram as desculpas para devorar pizzas e gelados gigantes.

viver mais com menos

mais de seis meses sem carro

há mais de seis meses partilhei a decisão de existir apenas um carro no agregado familiar [adoro esta expressão]. na prática esta decisão significou ficar sem carro. e ainda bem.
no instagram tenho partilhado a minha opção pelo Cabify [que chegou hoje ao Porto! * ] e perguntaram-me porquê. eu explico algumas das vantagens:
para além de poder chamar o carro, posso fazer reserva e ter a certeza que ele está à minha espera no horário que preciso;
o preço fixo e sem suplementos, as tarifas calculadas apenas com base em quilómetros percorridos, não tendo em conta o tempo de duração da viagem;
tem cadeiras da Chicco para os miúdos [e também posso pedir cadeira para a Maria Luiza desde que seja por reserva porque é a cadeira de bebé];
esta é extensível a todos estes serviços: não há dinheiro envolvido [o pagamento é feito pelo cartão de crédito ou, para quem como eu não usa isso, PayPal;
os motoristas já me conhecem mas tenho dizer que são de uma simpatia extrema.
 
 
* basta fazerem o download da app (www.cabify.com/download), inserir o código OLAPORTO100 no menu Promoções e podem experimentar a Cabify sem custos durante todo o dia [14.9].

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